Eletromobilidade na América Latina: do nicho à escala

Eletromobilidade

A eletromobilidade na América Latina atravessa uma etapa decisiva de crescimento e consolidação. De acordo com uma análise recente da Reuters, os mercados sul-americanos estão registrando um aumento sustentado nas vendas de veículos elétricos e eletrificados, impulsionado principalmente pela chegada de fabricantes chineses, maior disponibilidade de modelos e preços cada vez mais competitivos.

Esse processo ocorre em paralelo à ausência de alguns atores globais tradicionais, como a Tesla, o que abriu espaço para novas lideranças industriais e acelerou a maturação do ecossistema regional de eletromobilidade.

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Acesso, escala e competitividade

Um dos fatores centrais do avanço da eletromobilidade na região é a democratização da oferta.

Marcas como BYD, Geely, Chery e Great Wall Motors ampliaram significativamente o portfólio de veículos elétricos e híbridos disponíveis em países como Chile, Uruguai, Brasil, Peru e Argentina, com preços sensivelmente mais baixos do que os modelos premium que marcaram a primeira etapa do mercado.

Esse contexto permitiu que a mobilidade elétrica deixasse de ser um nicho e começasse a escalar para segmentos de massa, tanto em frotas corporativas quanto em usuários particulares.

No Peru, por exemplo, as vendas de veículos híbridos e elétricos cresceram 44% em relação ao ano anterior nos primeiros nove meses do ano, atingindo um recorde histórico. O crescimento do mercado não se explica apenas pela demanda, já que a infraestrutura logística se tornou um facilitador estratégico.

A entrada em operação do porto de Chancay, no Peru, está redefinindo as rotas de importação de veículos da Ásia e posicionando o país como um importante centro de distribuição regional.

Este novo corredor logístico reduz os tempos e custos de transporte, facilita a entrada de grandes volumes de veículos elétricos e fortalece a integração dos mercados sul-americanos, acelerando a adoção de tecnologias de baixas emissões.

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Mercados avançados e sinais de maturidade

O Brasil ocupa um lugar central na estratégia dos fabricantes chineses. Além de receber grandes volumes de veículos importados, o país está avançando para a produção local: a BYD e a GWM já iniciaram operações industriais em antigas fábricas da Ford e da Mercedes-Benz, antecipando-se às tarifas sobre as importações de veículos elétricos, que chegarão a 35% em 2026.

No Chile, as marcas chinesas já representam cerca de 30% das vendas de veículos novos, enquanto a participação dos veículos elétricos atingiu máximos históricos em 2025.

A Argentina, apesar de um contexto econômico mais restritivo, também começa a se incorporar a essa dinâmica. A BYD chegou ao país em outubro de 2025, com expectativas de replicar, a médio prazo, os níveis de adoção observados no Brasil.

O Uruguai, por sua vez, apresenta uma das taxas de penetração mais altas da região, com veículos elétricos acessíveis a partir de US$ 19.000 e uma adoção crescente tanto em frotas quanto no mercado particular.

Apesar do crescimento, a transição para uma mobilidade com emissões zero e baixas enfrenta desafios comuns na região: infraestrutura de recarga desigual, longas distâncias, marcos regulatórios heterogêneos e necessidade de maior coordenação público-privada.

Ao mesmo tempo, a expansão da eletromobilidade está gerando novas oportunidades de negócios e investimentos em setores como energia, infraestrutura, financiamento, imóveis, logística urbana e soluções tecnológicas, consolidando um ecossistema cada vez mais interconectado.

A Turnê 2026 da Latam Mobility: o espaço para entender e acelerar a transição

Neste contexto de transformação regional, a Latam Mobility convida você a participar da Turnê de Encontros 2026, uma plataforma fundamental para conhecer em profundidade a evolução do mercado, as tendências tecnológicas, os modelos de negócios e as oportunidades de investimento que estão definindo o futuro da mobilidade sustentável na América Latina.

A turnê percorrerá os principais mercados da região: Monterrey e Cidade do México, Brasil, Colômbia e Chile. Ao longo desses encontros, líderes dos setores público e privado, empresas, investidores e especialistas internacionais analisarão o presente e o futuro da mobilidade elétrica, a inovação tecnológica, a infraestrutura, a energia e a economia climática.

A transição já está em andamento. A Turnê 2026 da Latam Mobility será o ponto de encontro para acelerar decisões, conectar atores-chave e construir, de forma colaborativa, a mobilidade sustentável da América Latina.

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