Rotação recorde no Brasil: carros elétricos seminovos reduzem pela metade o tempo de venda em comparação com veículos a combustão

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O mercado de carros seminovos no Brasil mostra uma transformação crescente, na qual os veículos elétricos começam a se destacar pela rapidez de revenda em relação aos modelos tradicionais a combustão.

De acordo com o relatório da Market Watch Brasil, elaborado pela Indicata, alguns modelos elétricos são revendidos em menos tempo do que os hatchbacks flex amplamente consolidados no país, refletindo uma clara aceitação da tecnologia elétrica entre os consumidores brasileiros.

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Os mais rápidos no mercado seminovo

No segmento de veículos com até quatro anos de uso, o BYD Dolphin registra um Market Days Supply (MDS) de apenas 19 dias, enquanto o Dolphin Mini atinge 24,9 dias e o Song Plus completa o grupo com 31,7 dias.

Na prática, isso significa que esses carros permanecem menos tempo anunciados antes da venda do que os principais modelos hatch flex do mercado.

Para colocar em perspectiva, modelos líderes em volume de vendas de seminovos, como o Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Volkswagen Polo, apresentam um MDS entre 46,9 e 54,8 dias.

O estudo indica que, quando a proposta do produto e o preço estão alinhados, um carro elétrico pode atingir uma liquidez superior à dos modelos tradicionais, evidenciando a crescente maturidade do segmento elétrico no Brasil.

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No entanto, apesar do alto desempenho na rotação, os carros 100% elétricos continuam constituindo uma parcela reduzida do mercado seminovo. No entanto, o comportamento das vendas mostra que o mercado não rejeita a tecnologia elétrica, mas seleciona as melhores ofertas.

Os veículos bem posicionados em preço, autonomia e garantia são vendidos rapidamente, enquanto aqueles com características desalinhadas requerem mais tempo em estoque e ajustes de preço.

Essa dinâmica evidencia que a liquidez dos elétricos depende da coerência da oferta, não apenas da motorização, o que reflete a evolução na percepção do consumidor sobre a mobilidade elétrica.

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Mercado de duas velocidades no Brasil

O relatório também identifica que o mercado de seminovos opera em duas velocidades. Por um lado, os veículos mais antigos e os modelos flex mantêm a base sólida de liquidez, representando a maior parte das transações.

Por outro lado, os elétricos e outros modelos tecnológicos recentes ainda representam um volume menor, mas se destacam pela rapidez de venda e capacidade de atrair compradores quando a proposta é adequada.

Os carros com cinco anos ou mais concentram mais da metade das transações, refletindo decisões racionais diante de preços altos e crédito limitado. Os seminovos de até dois anos, embora mais novos, perdem espaço relativo no mercado.

O estudo destaca que a queda nos preços dos veículos elétricos não indica rejeição à tecnologia, mas um realinhamento após um período de supervalorização inicial.

Enquanto os modelos flexíveis se mantêm mais resilientes, os veículos elétricos, a diesel ou a gasolina apresentam ajustes mais evidentes, consolidando um mercado mais racional e maduro, onde a liquidez depende da coerência da oferta e da confiança percebida pelo consumidor.

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Marcas chinesas impulsionam a transição

Marcas chinesas como BYD, GWM, Omoda, GAC, Leapmotor e MG ainda têm presença limitada em volume, mas já influenciam a percepção do consumidor ao elevar os padrões de tecnologia, equipamentos e garantias.

De acordo com o relatório, o verdadeiro teste ocorrerá em 2026, quando veículos provenientes de contratos de leasing começarem a entrar no mercado seminovo, consolidando a transição para a mobilidade elétrica. Por enquanto, essas marcas apontam a tendência, sem ainda dominar o mercado.

O Market Watch Brasil conclui que os carros elétricos seminovos já podem competir efetivamente com os veículos tradicionais, desde que ofereçam preço justo, proposta de uso clara e confiança percebida.

A rápida rotação de modelos como o BYD Dolphin e o Dolphin Mini demonstra que, embora ainda minoritário, o segmento elétrico conta com consumidores prontos para adotar a mobilidade elétrica, consolidando a tendência de eletrificação gradual no mercado brasileiro.

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