O Brasil acelera a produção de ônibus elétricos e se posiciona como líder regional até 2026

Brasil

O Brasil está consolidando um impulso decisivo na produção nacional de ônibus elétricos e chassis para transporte público, com investimentos significativos, expansão de fábricas e estratégias voltadas para transformar a mobilidade urbana em modelos de baixas emissões.

Essa expansão coloca o país como candidato a se tornar o principal produtor e operador de frotas de ônibus elétricos na América Latina até o final de 2026, especialmente em mercados de alta densidade como São Paulo.

Você também pode se interessar por | Carbon Tracker: Brasil poderia economizar até US$ 250 bilhões acelerando a eletrificação do transporte

Expansão industrial

Um dos marcos mais recentes na evolução da eletromobilidade no Brasil é a expansão planejada pela BYD, um dos maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo.

A empresa anunciou que está planejando uma nova fábrica no Brasil para produzir ônibus e caminhões elétricos, com o objetivo de aumentar a produção para entre 6.000 e 7.000 unidades por ano, uma vez que esteja operacional.

Este projeto surge após uma forte demanda que esgotou a capacidade de produção existente no país, e a nova fábrica será um componente fundamental para atender tanto ao mercado interno quanto à demanda potencial de exportações na América do Sul.

A fábrica planejada pela BYD faz parte de uma estratégia mais ampla que responde ao crescimento dos pedidos não apenas para operadores públicos, mas também para frotas urbanas privadas, demonstrando a transformação do segmento de transporte em direção a soluções com emissão zero.

Brasil
O primeiro ônibus articulado fabricado no Brasil | Foto: BYD

Liderança das empresas nacionais

Paralelamente ao desenvolvimento da BYD, a empresa brasileira Eletra consolidou sua posição como um dos principais fabricantes de ônibus elétricos do país.

Entre 2022 e novembro de 2025, a Eletra passou de uma presença emergente a dominar uma parte significativa do mercado nacional, especialmente na cidade de São Paulo, onde concentra o maior número de unidades empregadas em frotas urbanas.

Para manter esse ritmo, a Eletra confirmou um investimento de cerca de R$ 40 milhões para expandir a produção local de chassis, aumentando sua capacidade de fabricação de 1.800 para 3.000 veículos por ano.

Esse tipo de investimento reforça o compromisso do Brasil com uma indústria local forte de veículos elétricos pesados, capaz de atender às demandas dos municípios e operadores de transporte público e de competir com as importações em uma região onde a eletrificação do transporte é cada vez mais prioritária.

Brasil

Estratégias dos fabricantes no Brasil

Além dos avanços da BYD e da Eletra, outros atores da indústria automotiva uniram esforços para introduzir tecnologias de ônibus elétricos no Brasil.

A Volkswagen Truck & Bus iniciou a entrega de seus primeiros ônibus elétricos, conhecidos como e-Volksbus, em São Paulo, marcando assim um passo importante para a introdução de modelos eletrificados em frotas urbanas.

Esta série inicial compreende cerca de 100 unidades do modelo e-Volksbus 22L, projetadas para serviços urbanos com capacidade para mais de 80 passageiros, e as entregas continuarão em 2026 para diferentes operadores de transporte.

A incursão de fabricantes de longa data no país com soluções elétricas reforça a transição industrial brasileira para tecnologias de baixas emissões, em linha com os compromissos ambientais e as metas de eletrificação do transporte coletivo.

Brasil

Prioridade pública

O impulso à produção e adoção de ônibus elétricos no Brasil ocorre em paralelo a políticas públicas orientadas para eletrificar as frotas de transporte público e reduzir as emissões poluentes de veículos pesados.

Por exemplo, cidades importantes como São Paulo estabeleceram planos para substituir progressivamente os ônibus a diesel por modelos elétricos e até garantiram financiamento para expandir sua rede de ônibus elétricos, consolidando uma liderança em políticas de mobilidade sustentável na América Latina.

Além disso, compromissos regionais entre o Brasil e outros países, como o México, para permitir apenas a venda de veículos médios e pesados com emissões zero até 2040, com uma meta transitória de pelo menos 30% de novas vendas até 2030, criaram um ambiente normativo que favorece a expansão de tecnologias limpas no transporte coletivo.

Brasil

Projeção e liderança regional

Os dados e os investimentos industriais sugerem que o Brasil está a caminho de ultrapassar outros mercados latino-americanos, como o Chile e o México, em termos de tamanho da sua frota de ônibus elétricos até o final de 2026.

O crescimento da produção local, tanto de chassis quanto de unidades completas, juntamente com a incorporação de veículos elétricos por operadores públicos e privados, configura um modelo de desenvolvimento que combina a força da indústria com objetivos ambientais e de sustentabilidade urbana.

Essa liderança emergente em eletromobilidade em massa fortalece a posição do Brasil não apenas como mercado de adoção de tecnologias limpas, mas também como centro regional de produção de soluções de transporte de baixas emissões, trazendo inovação, emprego e competitividade para o setor automotivo.

Plataforma para a mobilidade do futuro

Com a Turnê 2026, a Latam Mobility reafirma seu compromisso de construir uma agenda regional que conecte visão, política pública, inovação e mercado.

Através de suas paradas em Monterrey e Cidade do México, Brasil, Colômbia e Chile, a plataforma continuará promovendo uma abordagem colaborativa para acelerar a transição para sistemas de transporte mais limpos, eficientes e inclusivos, posicionando a América Latina como um ator relevante na mobilidade sustentável em nível global.

Faça parte do movimento que acelera a transformação energética e urbana da América Latina. Se você quiser saber mais detalhes sobre como participar e opções de posicionamento, clique aqui.