{"id":51470,"date":"2025-09-05T05:05:00","date_gmt":"2025-09-05T10:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=51470"},"modified":"2025-09-02T15:31:53","modified_gmt":"2025-09-02T20:31:53","slug":"os-setores-publico-privado-e-academico-destacam-a-oportunidade-historica-do-cone-sul-para-liderar-a-transicao-energetica-com-valor-agregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/os-setores-publico-privado-e-academico-destacam-a-oportunidade-historica-do-cone-sul-para-liderar-a-transicao-energetica-com-valor-agregado\/","title":{"rendered":"Os setores p\u00fablico, privado e acad\u00eamico destacam a oportunidade hist\u00f3rica do Cone Sul para liderar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica com valor agregado"},"content":{"rendered":"\n

No painel intitulado \u201cTransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no Cone Sul: hidrog\u00eanio e energias limpas para um futuro sustent\u00e1vel<\/strong>\u201d, representantes importantes dos setores p\u00fablico, privado e de fomento concordaram que a regi\u00e3o possui uma vantagem natural incompar\u00e1vel, mas alertaram que o verdadeiro sucesso depender\u00e1 de sua capacidade de gerar inova\u00e7\u00e3o, desenvolvimento industrial e cadeias produtivas locais, indo al\u00e9m da mera exporta\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas verdes.<\/p>\n\n\n\n

O debate, moderado por Lorenzo Reyes<\/strong>, reitor da Faculdade de Engenharia e Neg\u00f3cios da Universidade das Am\u00e9ricas<\/strong>, explorou em profundidade os mecanismos para acelerar essa transi\u00e7\u00e3o, abordando desde fontes limpas e novas tecnologias at\u00e9 os instrumentos normativos e de financiamento necess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n

Voc\u00ea tamb\u00e9m pode se interessar por<\/strong> | Construindo o ecossistema log\u00edstico do futuro: DHL, EVolution Mobility, Uber e Unilever definem as regras do jogo no Cone Sul<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n

Chile: um potencial 70 vezes maior<\/h2>\n\n\n\n

A discuss\u00e3o partiu de uma base concreta: a vantagem comparativa esmagadora da regi\u00e3o. Luis Felipe Ramos<\/strong>, ministro da Energia do Chile, destacou que o pa\u00eds tem um potencial de energias renov\u00e1veis \u201c70 vezes maior do que a capacidade instalada que temos atualmente<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n

Esse potencial, disse ele, \u00e9 a base para atingir a meta de neutralidade de carbono at\u00e9 2050 <\/strong>e para desenvolver ind\u00fastrias futuras, como o hidrog\u00eanio verde<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

\u201cO Chile<\/strong>, com o cobre e o hidrog\u00eanio verde, tem uma importante oportunidade de diversificar e sofisticar nossa matriz econ\u00f4mica\u201d, afirmou Ramos, parafraseando o presidente Gabriel Boric.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o se trata apenas de extrair recursos, mas de desenvolver uma ind\u00fastria que envolve regulamenta\u00e7\u00e3o, padr\u00f5es, infraestrutura e, crucialmente, demanda interna<\/strong>\u201d, enfatizou o ministro.<\/p>\n\n\n\n

A urg\u00eancia de capturar valor local<\/h2>\n\n\n\n

Diante desse panorama, o painel abordou o risco de a regi\u00e3o se limitar a ser um exportador de energia limpa sem desenvolver sua capacidade tecnol\u00f3gica e industrial.<\/p>\n\n\n\n

Fernando Hentzschel<\/strong>, gerente de Capacidades Tecnol\u00f3gicas da CORFO<\/strong>, foi enf\u00e1tico: \u201cO risco \u00e9 deixar passar oportunidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n

Hentzschel ilustrou seu argumento com um exemplo contundente: \u201cPara um parque de 3.000 aerogeradores, estamos falando de 3.000 torres e 9.000 p\u00e1s de mais de 100 metros. Que sentido faz traz\u00ea-las da Escandin\u00e1via ou da \u00c1sia se poder\u00edamos produzi-las aqui?<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n

A CORFO<\/strong>, explicou ele, j\u00e1 est\u00e1 promovendo licita\u00e7\u00f5es para instalar f\u00e1bricas locais de componentes cr\u00edticos, como torres e\u00f3licas e eletrolisadores, aproveitando a onda de transi\u00e7\u00e3o para \u201creindustrializar com capacidade de fabrica\u00e7\u00e3o mais especializada<\/strong>\u201d o Chile<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n