{"id":60492,"date":"2026-03-06T05:00:00","date_gmt":"2026-03-06T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=60492"},"modified":"2026-03-04T16:13:26","modified_gmt":"2026-03-04T21:13:26","slug":"ceneutral-city-energy-sigma-trayecto-e-tres-guerras-revelam-as-chaves-para-uma-transicao-energetica-bem-sucedida-em-frotas-de-carga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/ceneutral-city-energy-sigma-trayecto-e-tres-guerras-revelam-as-chaves-para-uma-transicao-energetica-bem-sucedida-em-frotas-de-carga\/","title":{"rendered":"CeNeutral, City Energy, Sigma, Trayecto e Tres Guerras Revelam as Chaves para uma Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica Bem-Sucedida em Frotas de Carga"},"content":{"rendered":"\n
O “Latam Mobility North America 2026<\/strong>” reuniu alguns dos atores mais relevantes do transporte de carga no M\u00e9xico para abordar um tema crucial: a gest\u00e3o de frotas e cadeias de valor em transi\u00e7\u00e3o, com um foco espec\u00edfico na Am\u00e9rica do Norte<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Sob a modera\u00e7\u00e3o de Francisco Gonz\u00e1lez<\/strong>, presidente executivo da Ind\u00fastria Nacional de Autope\u00e7as<\/strong> (INA), os participantes concordaram que a transi\u00e7\u00e3o para novas formas de mobilidade n\u00e3o \u00e9 apenas um desafio tecnol\u00f3gico, mas um profundo debate operacional, financeiro e estrat\u00e9gico que requer redesenhar modelos log\u00edsticos, energ\u00e9ticos e de neg\u00f3cio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n O painel, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de Arturo \u00c1lvarez<\/strong>, diretor de Opera\u00e7\u00f5es da Trayecto<\/strong>; Geovanny Hern\u00e1ndez<\/strong>, gerente da Unidade de Neg\u00f3cios de Autotransporte de Carga da Tres Guerras<\/strong>; Diego Gonz\u00e1lez<\/strong>, diretor comercial da City Energy<\/strong>; Andrei L\u00f3pez<\/strong>, cofundador da CeNeutral<\/strong>; e H\u00e9ctor Garza<\/strong>, chefe de Engenharia Veicular da Sigma Alimentos<\/strong>, ofereceu uma vis\u00e3o abrangente dos desafios e oportunidades que as empresas que decidiram dar o passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sustentabilidade enfrentam.<\/p>\n\n\n\n Voc\u00ea tamb\u00e9m pode estar interessado em<\/strong> | Nearshoring 2.0: Estados mexicanos passam da concorr\u00eancia feroz \u00e0 complementaridade estrat\u00e9gica<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Francisco Gonz\u00e1lez<\/strong> abriu o painel com dados que dimensionam a import\u00e2ncia do transporte rodovi\u00e1rio na regi\u00e3o. Ele lembrou que no ano passado, 450 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em exporta\u00e7\u00f5es mexicanas foram transportados por estrada, o que representa 69% do total<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n “Duas em cada tr\u00eas exporta\u00e7\u00f5es mexicanas cruzam a regi\u00e3o sobre rodas”, afirmou, acrescentando que cerca de 8 milh\u00f5es de caminh\u00f5es de carga cruzaram do M\u00e9xico para os Estados Unidos, enquanto cerca de 5 milh\u00f5es vieram do Canad\u00e1<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Este sistema, que durante d\u00e9cadas sustentou o com\u00e9rcio regional, hoje come\u00e7a a se transformar impulsionado por tr\u00eas grandes for\u00e7as: a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, o redesenho completo das opera\u00e7\u00f5es<\/strong> (que vai muito al\u00e9m da compra de novos ve\u00edculos) e a gest\u00e3o de dados atrav\u00e9s de telemetria e an\u00e1lise<\/strong> para otimizar rotas e antecipar manuten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n Arturo \u00c1lvarez<\/strong>, da Trayecto<\/strong>, compartilhou a experi\u00eancia de sua empresa, que em 2015 decidiu embarcar na aventura de buscar energias limpas para sua frota de carga pesada, focada em rotas m\u00e9dias e longas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Naquela \u00e9poca, a tecnologia dispon\u00edvel era o g\u00e1s natural comprimido<\/strong>. “Foi um investimento para come\u00e7ar a conhecer. Tivemos que aprender muito, em todos os n\u00edveis, e enfrentamos muitos desafios: investimento inicial, capacita\u00e7\u00e3o, pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o, e um muito importante: o abastecimento, a infraestrutura do g\u00e1s<\/strong>“, lembrou.<\/p>\n\n\n\n Apesar das d\u00favidas iniciais do ponto de vista financeiro, a empresa manteve a convic\u00e7\u00e3o no projeto e hoje conta com 600 tratores a g\u00e1s, mais de 11% de sua frota total<\/strong>. “Um dos desafios importantes foi a produtividade para reduzir o custo inicial de entrada. T\u00eam que ser equipamentos muito produtivos”, explicou.<\/p>\n\n\n\n Agora, a Trayecto <\/strong>est\u00e1 dando o passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 eletromobilidade com dois tratores el\u00e9tricos h\u00e1 dois anos, e o aprendizado continua. “O principal desafio hoje \u00e9 a autonomia do ve\u00edculo<\/strong>. Com essas limita\u00e7\u00f5es, trabalhamos em nossos planos operacionais; sabemos at\u00e9 que neg\u00f3cio podemos atender e onde ainda n\u00e3o vemos viabilidade no m\u00e9dio prazo”, destacou.<\/p>\n\n\n\n Geovanny Hern\u00e1ndez<\/strong>, da Tres Guerras<\/strong>, explicou que sua empresa iniciou h\u00e1 alguns anos adotando filosofias de sustentabilidade, convencidos de que \u00e9 parte importante que, desde a alta dire\u00e7\u00e3o at\u00e9 os colaboradores, tenham essa vis\u00e3o centrada nos valores da companhia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n “Desenvolvemos um esquema de compet\u00eancia centrado em nossos valores<\/strong> para que cada colaborador entenda para onde estamos indo”, afirmou.<\/p>\n\n\n\n Os testes come\u00e7aram em filiais-chave de El Baj\u00edo, centro, Nuevo Le\u00f3n e oeste, n\u00e3o s\u00f3 com a frota, mas tamb\u00e9m com unidades de neg\u00f3cio que est\u00e3o desenvolvendo energia verde atrav\u00e9s de pain\u00e9is solares. Atualmente, contam com uma pequena frota no setor de \u00faltima milha que j\u00e1 est\u00e1 em convers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Hern\u00e1ndez identificou o desafio mais importante: transferir esse desenvolvimento para as unidades rodovi\u00e1rias, o cora\u00e7\u00e3o da companhia. “Vemos muitos desafios em onde desenvolver, onde conectar e onde poderemos garantir que as rotas se conectem<\/strong>“, pontuou.<\/p>\n\n\n\n Diego Gonz\u00e1lez<\/strong>, da City Energy<\/strong>, compartilhou uma perspectiva diferente do lado dos desenvolvedores de infraestrutura de recarga. Explicou que seu modelo de neg\u00f3cio surgiu ao identificar uma problem\u00e1tica recorrente: empresas interessadas em instalar carregadores em suas instala\u00e7\u00f5es enfrentavam custos muito elevados<\/strong> devido \u00e0 complexidade das adequa\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n “Voc\u00ea tinha o transformador no subsolo um e os quadros el\u00e9tricos no dois, e depois tinha que descer ao subsolo oito onde os ve\u00edculos ficam. Ningu\u00e9m queria investir nisso<\/strong>“, relatou.<\/p>\n\n\n\n Diante dessa realidade, a City Energy<\/strong> se tornou uma op\u00e7\u00e3o como centro de recarga, desenvolvendo “eletropostos” com 20 ou 25 carregadores r\u00e1pidos<\/strong>, com alturas adequadas e centros de descanso.<\/p>\n\n\n\n “Hoje estamos migrando para o mercado el\u00e9trico atacadista e optando por comprar energia limpa e renov\u00e1vel<\/strong>. Assim, conseguimos fechar o ciclo onde o carro el\u00e9trico n\u00e3o se move com combust\u00edvel f\u00f3ssil”, afirmou Gonz\u00e1lez.<\/p>\n\n\n\n Andrei L\u00f3pez<\/strong>, da CeNeutral<\/strong>, focou sua interven\u00e7\u00e3o no que chamou de “o ponto desconfort\u00e1vel da cadeia”: onde se juntam a opera\u00e7\u00e3o, a energia e o Capex. “N\u00f3s, h\u00e1 v\u00e1rios anos, estruturamos isso em algo que busca tornar a inten\u00e7\u00e3o ASG<\/strong> (ESG) financi\u00e1vel”, explicou.<\/p>\n\n\n\n L\u00f3pez destacou que o mercado n\u00e3o precisa mais de apresenta\u00e7\u00f5es conceituais. “J\u00e1 temos 10 anos de mobilidade el\u00e9trica. Hoje, as empresas que v\u00e3o migrar j\u00e1 t\u00eam um bom caminho percorrido por muitas outras empresas que hoje est\u00e3o aqui.”<\/p>\n\n\n\n Sua mensagem foi clara: \u00e9 preciso dar a conhecer os testemunhos de casos de sucesso e entender que a transi\u00e7\u00e3o para ve\u00edculos el\u00e9tricos traz uma quest\u00e3o de fluxo de caixa para a qual as frotas devem se direcionar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n H\u00e9ctor Garza<\/strong>, da Sigma Alimentos<\/strong>, compartilhou a experi\u00eancia de uma empresa com 6.500 unidades em n\u00edvel nacional<\/strong>, das quais 4.500 s\u00e3o de \u00faltima milha<\/strong>. Os primeiros modelos de eletrifica\u00e7\u00e3o, realizados por volta de 2020 com marcas como Foton <\/strong>e BYD<\/strong>, n\u00e3o davam resultados econ\u00f4micos favor\u00e1veis no in\u00edcio. “Tivemos que arriscar um pouco para poder aprender”, reconheceu.<\/p>\n\n\n\n Com o tempo, os n\u00fameros melhoraram e hoje veem um caminho claro para a eletrifica\u00e7\u00e3o da frota de \u00faltima milha<\/strong>, onde identificam a maior \u00e1rea de oportunidade.<\/p>\n\n\n\n No entanto, um dos grandes desafios tem sido a refrigera\u00e7\u00e3o, que adiciona complexidade ao c\u00e1lculo do TCO (custo total de propriedade) e requer conectividade entre o equipamento de refrigera\u00e7\u00e3o e o ve\u00edculo el\u00e9trico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Garza destacou tamb\u00e9m um benef\u00edcio intang\u00edvel: a melhoria no bem-estar dos operadores<\/strong>. “Antigamente, o operador sa\u00eda para abastecer; agora ele chega e sua unidade j\u00e1 est\u00e1 pronta. Isso representa uma parte importante do bem-estar”, observou.<\/p>\n\n\n\n O moderador Francisco Gonz\u00e1lez<\/strong> fez uma pergunta chave: o que levou essas empresas a correr o risco de incursionar em novas tecnologias, e o que as est\u00e1 freando atualmente?<\/p>\n\n\n\n Arturo \u00c1lvarez<\/strong> respondeu que a convic\u00e7\u00e3o na sustentabilidade \u00e9 a origem de tudo<\/strong>. “Um trator diesel comparado a g\u00e1s \u00e9 duas vezes mais caro, e o el\u00e9trico \u00e9 tr\u00eas vezes mais. Se algu\u00e9m n\u00e3o tem convic\u00e7\u00e3o na sustentabilidade, n\u00e3o vai fazer contas, vai comprar diesel. Precisamos evitar a polui\u00e7\u00e3o, essa \u00e9 a origem”, afirmou.<\/p>\n\n\n\n Geovanny Hern\u00e1ndez<\/strong> concordou: “Nossos s\u00f3cios est\u00e3o comprometidos com a sociedade. Buscamos que nossos colaboradores e a comunidade cres\u00e7am lado a lado conosco.” No entanto, reconheceu que h\u00e1 muitos freios: manuten\u00e7\u00e3o, pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o, adequa\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es<\/strong>. “Nossa infraestrutura n\u00e3o est\u00e1 adequada, precisamos fazer um desenvolvimento completo. Mas estamos avan\u00e7ando com colabora\u00e7\u00f5es e testes.”<\/p>\n\n\n\n Diego Gonz\u00e1lez<\/strong> acrescentou uma nuance: a descarboniza\u00e7\u00e3o deve andar junto com a economia<\/strong>. “Se voc\u00ea tem uma maquiladora com pain\u00e9is solares, baterias e carregadores r\u00e1pidos, consegue economizar at\u00e9 90% de energia e reduz o imposto sobre carbono. H\u00e1 muitos benef\u00edcios se voc\u00ea juntar todas essas tecnologias.”<\/p>\n\n\n\n Andrei L\u00f3pez<\/strong> enfatizou a import\u00e2ncia do planejamento: “A primeira coisa n\u00e3o \u00e9 come\u00e7ar pelo ve\u00edculo, mas entender a filosofia de opera\u00e7\u00e3o da frota, as rotas, os quil\u00f4metros. \u00c9 a\u00ed que se come\u00e7a a construir o caso de neg\u00f3cio. Quando se tem uso intensivo de energia, voc\u00ea j\u00e1 tem um caso de neg\u00f3cio<\/strong>.”<\/p>\n\n\n\n A segunda rodada de perguntas focou na infraestrutura, al\u00e9m da recarga el\u00e9trica. Arturo \u00c1lvarez<\/strong> apontou as duas primordiais: infraestrutura e autonomia<\/strong>. “Vivemos isso com o g\u00e1s, onde investimos em esta\u00e7\u00f5es de autoconsumo com autonomia de 1.000 km<\/strong>. O desafio \u00e9 log\u00edstico: n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil dizer a um operador que ele vai parar duas horas quando com diesel ele pode fazer duas voltas.”<\/p>\n\n\n\n Geovanny Hern\u00e1ndez<\/strong> reconheceu que os armaz\u00e9ns e p\u00e1tios da Tres Guerras<\/strong> n\u00e3o est\u00e3o adequados, mas est\u00e3o migrando com cautela, pesquisando fornecedores e come\u00e7ando com a \u00faltima milha. “Em novas aberturas, j\u00e1 estamos preparando a infraestrutura desde o in\u00edcio<\/strong>.”<\/p>\n\n\n\n Diego Gonz\u00e1lez<\/strong> insistiu na import\u00e2ncia do design conforme o tipo de frota. “Uma \u00faltima milha pode ser resolvida com carregadores de 7 kW em cada loja<\/strong>. Mas se for algo mais pesado, voc\u00ea tem que projetar com baterias, pain\u00e9is solares e migrar para o mercado atacadista. Cada quilowatt deve ser eficiente<\/strong>.”<\/p>\n\n\n\n Andrei L\u00f3pez<\/strong> acrescentou que “o neg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 comprar um ativo, mas entender a filosofia de opera\u00e7\u00e3o<\/strong>. Ter infraestrutura parada gasta mais dinheiro do que qualquer ve\u00edculo diesel em movimento.” Ele destacou que o armazenamento de energia \u00e9 uma alavanca importante para controlar a demanda e que o custo do financiamento \u00e9 cr\u00edtico: “Se for alto, mata o neg\u00f3cio. O ecol\u00f3gico tem que ser tamb\u00e9m l\u00f3gico financeiramente<\/strong>.”<\/p>\n\n\n\n H\u00e9ctor Garza<\/strong> exp\u00f4s o desafio da Sigma <\/strong>com 80 unidades em n\u00edvel nacional<\/strong>. “Em algumas, temos capacidade instalada devido ao produto refrigerado, mas uma vez que essa lacuna (gap) acabe, o investimento necess\u00e1rio pode quebrar o business case. Estamos focando o 80\/20<\/strong> em \u00e1reas metropolitanas, mas o grande desafio est\u00e1 nas unidades remotas.”<\/p>\n\n\n\n A \u00faltima rodada abordou o ambiente, a vis\u00e3o financeira e o destino tecnol\u00f3gico. Francisco Gonz\u00e1lez <\/strong>levantou a complexidade da Am\u00e9rica Latina: terrenos montanhosos, climas diversos, falta de subs\u00eddios e o risco da mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica<\/strong>. “Como voc\u00eas fazem para tomar decis\u00f5es sabendo que em seis meses pode haver uma tecnologia melhor?”<\/p>\n\n\n\n Arturo \u00c1lvarez<\/strong> foi pragm\u00e1tico: “\u00c9 um dos riscos que temos que correr. N\u00e3o percamos de vista que buscamos a descarboniza\u00e7\u00e3o. Haver\u00e1 tecnologias melhores daqui a um ano, mas temos que ir atr\u00e1s delas. A padroniza\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es \u00e9 chave para que a renova\u00e7\u00e3o da frota n\u00e3o se torne mais complexa<\/strong>.”<\/p>\n\n\n\n Geovanny Hern\u00e1ndez<\/strong> explicou que na Tres Guerras<\/strong> o planejamento estrat\u00e9gico anual inclui esses temas na an\u00e1lise FOFA. “Derivamos objetivos estrat\u00e9gicos que nos somam a todos em dire\u00e7\u00e3o aonde queremos ir. Estamos caminhando com nossos s\u00f3cios, investindo nos pontos de desenvolvimento mais importantes<\/strong>.”<\/p>\n\n\n\n Diego Gonz\u00e1lez<\/strong> disse que para a parte pesada, provavelmente o hidrog\u00eanio chegar\u00e1, mas a eletromobilidade para \u00faltima milha “veio para ficar uns 10 ou 15 anos”. E lan\u00e7ou uma reflex\u00e3o chave: “Qualquer tecnologia vai precisar de energia. Se hoje voc\u00ea vai fazer um plano de 5 ou 10 anos, deve pensar primeiro em como habilitar essa parte energ\u00e9tica<\/strong>.”<\/p>\n\n\n\n Andrei L\u00f3pez<\/strong> insistiu na necessidade de fazer suposi\u00e7\u00f5es e se atualizar constantemente. “A estrat\u00e9gia segue firme: eletrifica\u00e7\u00e3o e bons casos de neg\u00f3cio<\/strong>. Esse \u00e9 o ativo mais importante que as organiza\u00e7\u00f5es podem construir com vis\u00e3o de longo prazo.”<\/p>\n\n\n\n H\u00e9ctor Garza<\/strong> prop\u00f4s uma abordagem modular: “A tecnologia tem que ir se dando conforme avan\u00e7a. Testaremos as novas tecnologias, faremos casos de neg\u00f3cio e continuaremos implementando as que j\u00e1 funcionam. H\u00e1 risco nos testes, mas a\u00ed est\u00e1 o desafio<\/strong>.”<\/p>\n\n\n\n Para encerrar, cada painelista ofereceu uma breve reflex\u00e3o sobre o futuro. Arturo \u00c1lvarez <\/strong>reafirmou a aposta da Trayecto <\/strong>na sustentabilidade, com precau\u00e7\u00e3o, mas sem medo, aprendendo no caminho. “A etapa de aprendizado nos dar\u00e1 os dados para sermos mais eficazes quando quisermos escalar<\/strong>. A convic\u00e7\u00e3o pela descarboniza\u00e7\u00e3o \u00e9 o que move tudo isso.”<\/p>\n\n\n\n Geovanny Hern\u00e1ndez<\/strong> fez um apelo \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o: “A Tres Guerras convida \u00e0 sinergia<\/strong>. Vamos mover essa mudan\u00e7a, \u00e9 importante para todas as partes interessadas. O M\u00e9xico precisa de l\u00edderes que se preparem e contribuam para a sociedade.”<\/p>\n\n\n\n Diego Gonz\u00e1lez<\/strong> aconselhou a n\u00e3o ter medo e pensar primeiro em efici\u00eancia energ\u00e9tica. “Se gerenciam frotas, pensem primeiro em efici\u00eancia<\/strong>. Falamos muito de renov\u00e1veis, mas se n\u00e3o houver efici\u00eancia, tudo se perde.”<\/p>\n\n\n\n Andrei L\u00f3pez<\/strong> encerrou com um aviso: “O planejamento energ\u00e9tico e financeiro s\u00e3o importantes<\/strong>. A ordem realmente importa. As empresas que fizeram pilotos e aprenderam s\u00e3o as que v\u00e3o escalar e ser as vencedoras da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.”<\/p>\n\n\n\n Finalmente, H\u00e9ctor Garza<\/strong> resumiu o esp\u00edrito do painel: “Temos a responsabilidade de ser um pouco melhores do que ontem, e amanh\u00e3 ser melhores do que hoje. Perder o medo, continuar explorando, continuar melhorando<\/strong>. A sustentabilidade \u00e9 um dos pilares fundamentais em todos os processos.”<\/p>\n\n\n\n O painel deixou claro que a transi\u00e7\u00e3o para frotas sustent\u00e1veis no M\u00e9xico <\/strong>n\u00e3o \u00e9 um caminho linear nem isento de obst\u00e1culos, mas as empresas que deram o passo concordam que a convic\u00e7\u00e3o, o planejamento e a colabora\u00e7\u00e3o s\u00e3o as ferramentas-chave para conquistar os novos horizontes da mobilidade.<\/p>\n\n\n\n Este di\u00e1logo faz parte dos esfor\u00e7os que a Latam Mobility est\u00e1 promovendo ao longo de sua turn\u00ea de 2026, que percorrer\u00e1 os principais mercados da regi\u00e3o para aprofundar estes e outros temas cruciais para a transforma\u00e7\u00e3o da mobilidade.<\/p>\n\n\n\n Com a Turn\u00ea 2026<\/strong>, a Latam Mobility<\/strong> reafirma seu compromisso de construir uma agenda regional que conecte vis\u00e3o, pol\u00edtica p\u00fablica, inova\u00e7\u00e3o e mercado.<\/p>\n\n\n\n Atrav\u00e9s de suas paradas em Cidade do M\u00e9xico<\/a><\/strong>, Brasil<\/a><\/strong>, Col\u00f4mbia<\/a><\/strong> e Chile<\/a><\/strong>, a plataforma continuar\u00e1 promovendo uma abordagem colaborativa para acelerar a transi\u00e7\u00e3o para sistemas de transporte mais limpos, eficientes e inclusivos<\/strong>, posicionando a Am\u00e9rica Latina como um ator relevante na mobilidade sustent\u00e1vel em n\u00edvel global.<\/p>\n\n\n\n Fa\u00e7a parte do movimento que acelera a transforma\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e urbana da Am\u00e9rica Latina. Se voc\u00ea quiser saber mais detalhes sobre como participar e op\u00e7\u00f5es de posicionamento, clique aqui<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n O “Latam Mobility North America 2026” reuniu alguns dos atores mais relevantes do transporte de carga no M\u00e9xico para abordar um tema crucial: a gest\u00e3o de frotas e cadeias de valor em transi\u00e7\u00e3o, com um foco espec\u00edfico na Am\u00e9rica do Norte. Sob a modera\u00e7\u00e3o de Francisco Gonz\u00e1lez, presidente executivo da Ind\u00fastria Nacional de Autope\u00e7as (INA),…<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":60476,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":""},"categories":[1,2972],"tags":[3537,3538,3497,3356,3539,3540,3541],"class_list":["post-60492","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-medios","category-encuentros-movilidad-sostenible-pt-br","tag-ceneutral","tag-city-energy","tag-latam-mobility-north-america-2026","tag-mexico-pt-br","tag-sigma","tag-trayecto","tag-tres-guerras"],"yoast_head":"\nO Sistema Circulat\u00f3rio da Economia Regional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Trayecto: Uma D\u00e9cada de Aprendizado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

Tres Guerras: Filosofia de Sustentabilidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
City Energy: Eletropostos como Solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

CeNeutral: Tornando a Transi\u00e7\u00e3o Financi\u00e1vel<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Sigma Alimentos: A \u00daltima Milha e a Refrigera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

O Risco como Parte do Caminho<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Infraestrutura: O Desafio Compartilhado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n\n\n\nO Futuro: Risco Tecnol\u00f3gico, Planejamento e Colabora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Reflex\u00f5es Finais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
A Agenda para Descarbonizar o Transporte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
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