{"id":62017,"date":"2026-03-27T05:00:00","date_gmt":"2026-03-27T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=62017"},"modified":"2026-03-26T16:36:13","modified_gmt":"2026-03-26T21:36:13","slug":"brasil-traca-o-roteiro-para-a-mobilidade-sustentavel-na-latam-interoperabilidade-e-reindustrializacao-ditam-o-ritmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/brasil-traca-o-roteiro-para-a-mobilidade-sustentavel-na-latam-interoperabilidade-e-reindustrializacao-ditam-o-ritmo\/","title":{"rendered":"Brasil tra\u00e7a o roteiro para a mobilidade sustent\u00e1vel na LATAM: interoperabilidade e reindustrializa\u00e7\u00e3o ditam o ritmo"},"content":{"rendered":"\n

No \u00e2mbito do webinar \u201cLATAM: roteiro 2026 para mobilidade e energia\u201d<\/strong>, organizado pela Latam Mobility<\/strong>, foi realizado um painel de alto n\u00edvel<\/strong> que reuniu importantes refer\u00eancias do setor para analisar o presente e o futuro da eletromobilidade no Brasil<\/strong> e seu impacto na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

A modera\u00e7\u00e3o ficou por conta de Daniela Garcia<\/strong>, Country Lead Brasil da Invest In Latam<\/strong>, que conduziu uma conversa abordando desde a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica<\/strong> at\u00e9 os desafios regulat\u00f3rios e de industrializa\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

O espa\u00e7o contou com a participa\u00e7\u00e3o de Rodrigo Vicentini <\/strong>(Managing Director Brazil da CharIN<\/strong>) , Ana Luiza Berti<\/strong> (Head Comercial Brasil e Latam da VoltBras<\/strong>) e Andr\u00e9 Jannini <\/strong>(vice-presidente do IBMS <\/strong>e representante da FIESP<\/strong>) .<\/p>\n\n\n\n

Os especialistas concordaram que o Brasil se posiciona como o protagonista indiscut\u00edvel da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica na Am\u00e9rica Latina<\/strong>, embora enfrente desafios estruturais<\/strong> que precisar\u00e1 resolver para consolidar sua lideran\u00e7a global.<\/p>\n\n\n\n

Voc\u00ea tamb\u00e9m pode se interessar | S\u00e3o Paulo ser\u00e1 sede do \u201cLatam Mobility & Net Zero Brasil 2026\u201d, o principal encontro regional de mobilidade sustent\u00e1vel<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n

Mercado em ebuli\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

A abertura do di\u00e1logo foi marcada pela necessidade de entender o papel do Brasil dentro do ecossistema de mobilidade sustent\u00e1vel<\/strong>. Daniela Garcia<\/strong> destacou que o mercado brasileiro \u00e9 um dos maiores do mundo, mas ressaltou que a mobilidade sustent\u00e1vel vai al\u00e9m dos ve\u00edculos<\/strong>, abrangendo um conjunto integrado de tecnologia, energia e infraestrutura<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Ana Luiza Berti<\/strong> apresentou sua vis\u00e3o desde a VoltBras<\/strong>, empresa focada em software para redes de recarga<\/strong> com presen\u00e7a em 10 pa\u00edses da regi\u00e3o. \u201cO Brasil se tornou uma refer\u00eancia para a Am\u00e9rica Latina. O que desenvolvemos aqui levamos para outros pa\u00edses, especialmente em tecnologias de interoperabilidade, pagamentos avan\u00e7ados e concilia\u00e7\u00e3o financeira para redes de recarga complexas\u201d<\/strong> , afirmou.<\/p>\n\n\n\n

Berti destacou que a r\u00e1pida massifica\u00e7\u00e3o de frotas de aplicativos<\/strong> e a forte ado\u00e7\u00e3o de energia solar<\/strong> criaram uma press\u00e3o sem precedentes sobre a infraestrutura, gerando tanto oportunidades quanto a necessidade de maior seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Por sua vez, Rodrigo Vicentini<\/strong> enfatizou a import\u00e2ncia da interoperabilidade como pilar fundamental<\/strong>. Da CharIN<\/strong>, associa\u00e7\u00e3o global que promove padr\u00f5es como o ISO 15118, explicou que o futuro da mobilidade depende da padroniza\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

\u201cN\u00e3o podemos repetir a experi\u00eancia dos anos 90 com os celulares, onde cada operador funcionava de maneira isolada. Precisamos que o motorista possa recarregar seu ve\u00edculo em qualquer ponto, independentemente do fornecedor, com uma experi\u00eancia fluida e transparente\u201d<\/strong> , destacou Vicentini, que tamb\u00e9m salientou a vantagem competitiva do Brasil em energias renov\u00e1veis e a necessidade urgente de avan\u00e7ar na neoindustrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

\"Participantes
Daniela Garcia e Andr\u00e9 Jannini (acima) e Rodrigo Vicentini e Ana Luiza Berti (abaixo)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A f\u00f3rmula para a escalabilidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

O painel aprofundou-se nos contrastes paradoxais do mercado brasileiro<\/strong>: um pa\u00eds com uma matriz energ\u00e9tica invej\u00e1vel<\/strong> e um ecossistema de startups vibrante<\/strong>, mas com uma carga tribut\u00e1ria e burocracia que freiam o desenvolvimento industrial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Andr\u00e9 Jannini<\/strong> trouxe a perspectiva da ind\u00fastria e do empreendedorismo. Como vice-presidente do IBMS e agora focado na FIESP, anunciou a cria\u00e7\u00e3o de um novo n\u00facleo de mobilidade sustent\u00e1vel na federa\u00e7\u00e3o industrial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

\u201cO Brasil tem o potencial para ser um referencial global em mobilidade h\u00edbrida, combinando biocombust\u00edveis com eletrifica\u00e7\u00e3o. <\/strong>Mas precisamos nos reindustrializar e isso passa por corrigir distor\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e, sobretudo, por distribuir os recursos de incentivo de maneira mais justa\u201d , declarou Jannini.<\/p>\n\n\n\n

O empres\u00e1rio fez uma cr\u00edtica contundente: as grandes multinacionais acessam com facilidade os fundos de desenvolvimento, enquanto as startups inovadoras, que criam solu\u00e7\u00f5es nacionais, ficam para tr\u00e1s<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

\u201cSomos uma startup que est\u00e1 desenvolvendo o primeiro ve\u00edculo h\u00edbrido de biometano-el\u00e9trico projetado no Brasil, mas competir por recursos contra gigantes que n\u00e3o precisam desse dinheiro \u00e9 uma luta desigual\u201d<\/strong>, exemplificou. <\/p>\n\n\n\n

Jannini insistiu que a chave para a decolagem da ind\u00fastria nacional<\/strong> reside na redu\u00e7\u00e3o da carga fiscal<\/strong> e na cria\u00e7\u00e3o de um ambiente de certezas regulat\u00f3rias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Interoperabilidade e vis\u00e3o de futuro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

\u00c0 medida que o debate avan\u00e7ou para as perspectivas para 2026 e 2027, os participantes concordaram que o desafio tecnol\u00f3gico j\u00e1 est\u00e1 resolvido<\/strong>, mas o verdadeiro desafio \u00e9 comercial, regulat\u00f3rio e colaborativo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Ana Luiza Berti<\/strong> apontou que outros pa\u00edses da regi\u00e3o (Col\u00f4mbia, M\u00e9xico, Argentina) est\u00e3o come\u00e7ando a viver o mesmo fen\u00f4meno de ado\u00e7\u00e3o em massa<\/strong> que o Brasil experimentou h\u00e1 dois anos.<\/p>\n\n\n\n

\u201cA oportunidade \u00e9 enorme, mas devemos atuar como um setor unificado. O usu\u00e1rio final n\u00e3o pode ser quem sofre pela falta de acordos entre os atores. Precisamos de colabora\u00e7\u00e3o para que a interoperabilidade n\u00e3o seja apenas um conceito t\u00e9cnico, mas uma realidade comercial\u201d<\/strong> , afirmou.<\/p>\n\n\n\n

Nessa linha, Rodrigo Vicentini<\/strong> delineou o roteiro t\u00e9cnico para os pr\u00f3ximos anos<\/strong>, mencionando a iminente publica\u00e7\u00e3o dos marcos regulat\u00f3rios do INMETRO<\/strong>, as discuss\u00f5es sobre carregamento bidirecional <\/strong>(V2G) na ANEEL<\/strong> e a chegada de novas tecnologias como o Plug&Charge<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsperamos avan\u00e7os significativos na metrologia legal e na padroniza\u00e7\u00e3o do carregamento bidirecional, que \u00e9 extremamente importante para a estabilidade do sistema el\u00e9trico. O Brasil tem a oportunidade de n\u00e3o apenas importar tecnologia, mas de criar seus pr\u00f3prios polos de desenvolvimento de componentes para o mercado global\u201d<\/strong> , concluiu.<\/p>\n\n\n\n

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