{"id":62041,"date":"2026-03-30T05:00:00","date_gmt":"2026-03-30T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=62041"},"modified":"2026-03-26T16:39:02","modified_gmt":"2026-03-26T21:39:02","slug":"do-subsidio-ao-servico-como-os-modelos-as-a-service-estao-redefinindo-a-eletromobilidade-na-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/do-subsidio-ao-servico-como-os-modelos-as-a-service-estao-redefinindo-a-eletromobilidade-na-regiao\/","title":{"rendered":"Do subs\u00eddio ao servi\u00e7o: como os modelos \u201cAs-a-Service\u201d est\u00e3o redefinindo a eletromobilidade na regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n

No \u00e2mbito do webinar \u201cLATAM: Roteiro 2026 para Mobilidade e Energia\u201d<\/strong>, organizado pela Latam Mobility<\/strong>, foi realizado o segundo painel, intitulado \u201cHispanoam\u00e9rica 2026: Investimentos, Regula\u00e7\u00e3o e Modelos de Neg\u00f3cio para a Mobilidade Sustent\u00e1vel\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

A conversa, moderada por Andr\u00e9s Garc\u00eda<\/strong>, diretor da Latam Mobility<\/strong>, reuniu especialistas da regi\u00e3o para analisar os avan\u00e7os, obst\u00e1culos e oportunidades que definem o presente e o futuro da mobilidade sustent\u00e1vel na Hispanoam\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n

Participaram do painel Pamela Pe\u00f1a<\/strong> (BD Manager Smart Mobility na Hiberus<\/strong>), Israel Galv\u00e1n<\/strong> (Senior Business Developer na Autocab<\/strong>), Alex Ascon<\/strong> (Senior Consultant na Urban Wave<\/strong>) e Lala C\u00e9spedes<\/strong> (representante da Singular City<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n

Os especialistas concordaram que a mobilidade sustent\u00e1vel deixou de ser um conceito futurista para se tornar uma realidade palp\u00e1vel nas principais cidades da regi\u00e3o<\/strong>, embora ainda existam desafios estruturais que exigem maior coordena\u00e7\u00e3o p\u00fablico-privada e uma vis\u00e3o integradora<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Voc\u00ea tamb\u00e9m pode se interessar | S\u00e3o Paulo ser\u00e1 sede do \u201cLatam Mobility & Net Zero Brasil 2026\u201d, o principal encontro regional de mobilidade sustent\u00e1vel<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n

Dos pilotos \u00e0 realidade<\/h2>\n\n\n\n

Andr\u00e9s Garc\u00eda<\/strong> abriu o di\u00e1logo destacando que a mobilidade sustent\u00e1vel \u00e9 hoje uma realidade para os cidad\u00e3os \u2014 seja por meio de aplicativos de roteiriza\u00e7\u00e3o, da eletrifica\u00e7\u00e3o do transporte p\u00fablico ou da crescente infraestrutura de recarga nas cidades. Ele ressaltou, por\u00e9m, que a harmoniza\u00e7\u00e3o das regras entre pa\u00edses e regi\u00f5es ainda \u00e9 um desafio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Pamela Pe\u00f1a<\/strong> foi a primeira a abordar investimento e regula\u00e7\u00e3o, apontando que a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a padroniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o hoje mais determinantes do que os subs\u00eddios diretos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

A partir da experi\u00eancia no Chile, ela destacou tr\u00eas pilares: interoperabilidade, leis de retrofit e economia circular, e instrumentos de blended finance<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

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\u201cPa\u00edses como o Chile <\/strong>implementaram regras de interoperabilidade que permitem qualquer usu\u00e1rio carregar em qualquer ponto da rede, eliminando a chamada ansiedade de autonomia. Isso foi um grande facilitador\u201d, afirmou Pe\u00f1a<\/strong>, ressaltando que a colabora\u00e7\u00e3o p\u00fablico-privada \u00e9 inegoci\u00e1vel<\/strong> para escalar os projetos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

Alex Ascon<\/strong> trouxe a vis\u00e3o do Peru, onde a grande lacuna hoje \u00e9 a infraestrutura de recarga.
\u201cO ve\u00edculo j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o maior obst\u00e1culo. A tecnologia est\u00e1 validada, os pre\u00e7os ca\u00edram com a entrada das marcas chinesas, mas a infraestrutura ainda segura a ado\u00e7\u00e3o em massa\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n

Ascon<\/strong> tamb\u00e9m introduziu uma perspectiva inovadora ao falar sobre mobilidade a\u00e9rea el\u00e9trica (drones e VTOLs)<\/strong> \u2014 um setor com regula\u00e7\u00e3o ainda incipiente, mas com alto potencial operacional, especialmente na minera\u00e7\u00e3o e no agroneg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n

\"electromovilidad
Andr\u00e9s Garc\u00eda, Lala C\u00e9spedes, \u00c1lex Ascon (acima) e Israel Galv\u00e1n e Pamela Pe\u00f1a (abaixo)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A necessidade de uma vis\u00e3o integradora<\/h2>\n\n\n\n

A conversa foi para a falta de homogeneidade regulat\u00f3ria<\/strong>, apontada como um dos principais entraves para modelos de neg\u00f3cio escal\u00e1veis na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Lala C\u00e9spedes<\/strong> descreveu a situa\u00e7\u00e3o na Argentina como um \u201ccinza regulat\u00f3rio\u201d<\/em>. H\u00e1 abertura de mercado e financiamento para el\u00e9tricos e h\u00edbridos, mas falta um marco normativo s\u00f3lido que d\u00ea seguran\u00e7a aos investidores.<\/p>\n\n\n\n

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\u201cRegionalmente, vemos muitos testes-piloto, mas eles n\u00e3o est\u00e3o claramente alinhados como regi\u00e3o. Precisamos sair de laborat\u00f3rios isolados para uma integra\u00e7\u00e3o macro, como fizeram o Chile com sua pol\u00edtica p\u00fablica e a Col\u00f4mbia com seus esquemas contratuais\u201d, refletiu C\u00e9spedes<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

Israel Galv\u00e1n<\/strong> complementou com a vis\u00e3o do M\u00e9xico: as regula\u00e7\u00f5es variam n\u00e3o s\u00f3 entre pa\u00edses, mas at\u00e9 entre estados. Apesar disso, destacou avan\u00e7os locais como incentivos fiscais para ve\u00edculos el\u00e9tricos e programas de verifica\u00e7\u00e3o veicular<\/strong> que estimulam a renova\u00e7\u00e3o de frotas.<\/p>\n\n\n\n

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\u201cNa Autocab<\/strong>, apoiamos taxistas na transi\u00e7\u00e3o para modelos mais eficientes, otimizando rotas e reduzindo viagens vazias. A tecnologia \u00e9 nossa ferramenta para melhorar a qualidade de vida\u201d, explicou Galv\u00e1n<\/strong>, destacando que o M\u00e9xico tem aprendido com os modelos do Chile e do Brasil.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

A ascens\u00e3o do \u201cAs-a-Service\u201d<\/h2>\n\n\n\n

Quando perguntados sobre os modelos de neg\u00f3cio mais eficazes e escal\u00e1veis na regi\u00e3o, os participantes concordaram: o modelo de propriedade est\u00e1 sendo substitu\u00eddo pelo modelo de servi\u00e7o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

Alex Ascon<\/strong> apontou que no Peru o B2B<\/strong> \u00e9 o principal motor, com 80% das empresas tendo CapEx<\/strong> para renovar frotas. O modelo Fleet as a Service<\/strong> \u2014 que inclui ve\u00edculos, infraestrutura de recarga e sistemas digitais de otimiza\u00e7\u00e3o \u2014 tem se mostrado altamente eficiente, com payback de 4 a 5 anos<\/strong> e ganhos operacionais expressivos.<\/p>\n\n\n\n

Pamela Pe\u00f1a<\/strong> aprofundou a tend\u00eancia, identificando tr\u00eas modelos dominantes no Chile:<\/p>\n\n\n\n

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  • Transport as a Service<\/strong> (pagamento por km rodado, n\u00e3o pelo ativo);<\/li>\n\n\n\n
  • Infraestrutura as a Service<\/strong> (onde o software de gest\u00e3o energ\u00e9tica \u00e9 t\u00e3o relevante quanto o carregador);<\/li>\n\n\n\n
  • Mobility as a Service<\/strong> (integra\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos modos de transporte em uma \u00fanica plataforma de pagamento).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n
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    \u201cO grande ajuste foi a flexibilidade financeira e o uso intensivo de dados. As empresas n\u00e3o querem mais comprar uma van el\u00e9trica; querem pagar pela disponibilidade\u201d, afirmou Pe\u00f1a<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n

    Lala C\u00e9spedes<\/strong> trouxe uma vis\u00e3o integradora: n\u00e3o existe um \u00fanico modelo replic\u00e1vel<\/strong> \u2014 cada cidade precisa de um roteiro sob medida. Mas a sustentabilidade de qualquer modelo passa por um planejamento que, desde o in\u00edcio, articule toda a cadeia de valor, incluindo capacita\u00e7\u00e3o de operadores e experi\u00eancia do usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n

    Israel Galv\u00e1n<\/strong> encerrou esse bloco destacando o papel da tecnologia na otimiza\u00e7\u00e3o do transporte p\u00fablico, especialmente os t\u00e1xis, e como as plataformas digitais ajudam a reduzir emiss\u00f5es ao minimizar viagens vazias e otimizar rotas em cidades congestionadas como a Cidade do M\u00e9xico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n

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