{"id":64333,"date":"2026-04-23T05:00:00","date_gmt":"2026-04-23T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=64333"},"modified":"2026-04-22T18:08:31","modified_gmt":"2026-04-22T23:08:31","slug":"ezvolt-re-charge-brasil-revo-spott-e-weg-analisam-as-chaves-da-infraestrutura-de-recarga-para-veiculos-eletricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/ezvolt-re-charge-brasil-revo-spott-e-weg-analisam-as-chaves-da-infraestrutura-de-recarga-para-veiculos-eletricos\/","title":{"rendered":"EzVolt, Re.Charge Brasil, REVO, Spott e WEG analisam as chaves da infraestrutura de recarga para ve\u00edculos el\u00e9tricos"},"content":{"rendered":"\n
Durante o primeiro dia do encontro “Latam Mobility & Net Zero Brasil 2026”<\/strong>, realizado em S\u00e3o Paulo, foi realizado o painel intitulado “Infraestrutura de recarga: hardware, software, engenharia e solu\u00e7\u00f5es integradas”<\/strong>, moderado por Daniela Garc\u00eda<\/strong>, Country Lead da Invest In Latam<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n A sess\u00e3o reuniu atores-chave<\/strong> que abrangem desde a fabrica\u00e7\u00e3o de equipamentos e engenharia especializada at\u00e9 software de gest\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de redes de recarga.<\/p>\n\n\n\n A moderadora abriu o debate destacando que, quando se discute eletromobilidade, a infraestrutura costuma ficar em segundo plano, mas \u00e9 t\u00e3o crucial quanto os pr\u00f3prios ve\u00edculos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n “Infraestrutura envolve hardware, software, engenharia e solu\u00e7\u00f5es integradas para que tanto o benefici\u00e1rio quanto os investidores tenham clareza em todo o processo”, afirmou Daniela Garc\u00eda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Leia tamb\u00e9m<\/strong> | Estudo da Geotab: baterias de carros el\u00e9tricos mant\u00eam mais de 90% de sua capacidade ap\u00f3s 160.000 km<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Fernanda Bencke<\/strong>, da WEG<\/strong>, destacou com orgulho que a multinacional brasileira, nascida em Santa Catarina, fabrica seus carregadores no Brasil com engenharia local e os exporta para a Europa e Estados Unidos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n “Desenvolvemos tecnologia com engenheiros brasileiros para a nossa realidade de infraestrutura”, afirmou. A WEG<\/strong> n\u00e3o s\u00f3 fornece carregadores, mas tamb\u00e9m quadros el\u00e9tricos, transformadores e prote\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas<\/strong>, oferecendo uma solu\u00e7\u00e3o integrada que evita a “colcha de retalhos” de m\u00faltiplos fabricantes.<\/p>\n\n\n\n Fernanda Bencke<\/strong> colocou o foco no servi\u00e7o p\u00f3s-venda como um fator cr\u00edtico para a escalabilidade<\/strong>. Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Ve\u00edculo El\u00e9trico (BVE), o Brasil conta com 21.000 eletropostos p\u00fablicos e semip\u00fablicos, mas o principal problema n\u00e3o \u00e9 a falta de equipamentos, e sim que muitos deles n\u00e3o funcionam quando o usu\u00e1rio precisa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n “Um carregador parado impacta a disponibilidade, o investidor deixa de faturar e o c\u00e1lculo de retorno do investimento n\u00e3o fecha”, explicou. Para enfrentar isso, a WEG<\/strong> desenvolveu o sistema V-Mob Advanced Services<\/strong>, que monitora preventivamente os m\u00f3dulos de pot\u00eancia para antecipar falhas e reduzir o tempo de inatividade.<\/p>\n\n\n\n Gustavo Tannure<\/strong>, da EzVolt<\/strong>, descreveu sua empresa como uma rede de recarga verticalizada<\/strong> que nasceu em 2019. A EzVolt<\/strong> opera sua pr\u00f3pria rede de eletropostos (B2B e B2C), oferece solu\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o para propriet\u00e1rios de pontos de recarga e \u00e9 fornecedora de aplicativos para montadoras como Chevrolet, Volvo, Audi e BMW<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Gustavo Tannure<\/strong> revelou que cerca de 70% dos \u00f4nibus el\u00e9tricos de S\u00e3o Paulo utilizam suas solu\u00e7\u00f5es de recarga<\/strong>, com presen\u00e7a em mais de 20 garagens da cidade. A empresa j\u00e1 superou os 50 milh\u00f5es de reais de faturamento<\/strong> e tem mais de 240.000 downloads de seu aplicativo.<\/p>\n\n\n\n Em mat\u00e9ria de interoperabilidade, Gustavo Tannure<\/strong> fez uma analogia com a telefonia m\u00f3vel: assim como existe o roaming entre operadoras, a eletromobilidade precisa que as plataformas de gest\u00e3o se comuniquem por meio de uma linguagem comum.<\/p>\n\n\n\n Ele explicou que o padr\u00e3o OCPI (Open Charge Point Interface)<\/strong> permite que um carregador de uma empresa apare\u00e7a no aplicativo de outra, facilitando a vida do usu\u00e1rio. “O objetivo \u00e9 que o cliente encontre o eletroposto com facilidade, com menos aplicativos, e no futuro o pr\u00f3prio ve\u00edculo se autentique e pague de forma autom\u00e1tica”, projetou.<\/p>\n\n\n\n Luiz Santos<\/strong>, da REVO Electric Revolution (grupo Austin)<\/strong> , explicou que sua empresa atua na camada de engenharia<\/strong>, idealizando e executando projetos, sem fornecer hardware ou software, mas complementando o ecossistema com padroniza\u00e7\u00e3o e confiabilidade.<\/p>\n\n\n\n Ele alertou que, assim como aconteceu com a energia solar, onde apenas 20% das empresas que entraram em 2016 continuam ativas<\/strong>, o setor de eletromobilidade exige padr\u00f5es t\u00e9cnicos s\u00f3lidos para evitar uma alta mortalidade de projetos.<\/p>\n\n\n\n Luiz Santos<\/strong> tamb\u00e9m abriu o olhar para o futuro: mencionou os eVTOLs (ve\u00edculos el\u00e9tricos de decolagem e pouso vertical)<\/strong> , impulsionados pela Embraer<\/strong>, que exigir\u00e3o infraestrutura de recarga em lugares incomuns, como lajes de edif\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n “O fomento da eletrifica\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para outros mercados. \u00c9 a ponta do iceberg de muitas coisas que vir\u00e3o<\/strong>“, afirmou. Ele adiantou que os pr\u00f3ximos passos estar\u00e3o ligados ao armazenamento de baterias e a solu\u00e7\u00f5es off-grid<\/strong> que combinem gera\u00e7\u00e3o, convers\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n\n\n\n Arthur Carr\u00e3o<\/strong>, da Re.Charge Brasil<\/strong>, apresentou sua empresa como uma firma de engenharia especializada em eletromobilidade<\/strong>, que atua em projetos, implanta\u00e7\u00e3o, consultoria e manuten\u00e7\u00e3o de carregadores.<\/p>\n\n\n\n “S\u00f3 fazemos obras de eletromobilidade e trabalhamos em grandes hubs de recarga, garagens de \u00f4nibus, aeroportos, terminais e galp\u00f5es log\u00edsticos que est\u00e3o eletrificando suas frotas”, explicou. A empresa foca no mercado B2B com projetos de alta complexidade.<\/p>\n\n\n\n Arthur Carr\u00e3o<\/strong> destacou que o \u00faltimo dia de obra \u00e9 o primeiro dia de opera\u00e7\u00e3o<\/strong>; portanto, a combina\u00e7\u00e3o de engenharia, interoperabilidade real e um ecossistema que funcione de forma integrada desde o in\u00edcio do projeto \u00e9 fundamental para reduzir riscos e garantir a viabilidade do investimento.<\/p>\n\n\n\n Thiago Moreno<\/strong>, da Spott<\/strong>, explicou que sua empresa nasceu em 2021 com a miss\u00e3o de escalar a infraestrutura de forma agn\u00f3stica e asset-light<\/strong>, fornecendo uma plataforma digital para o ecossistema.<\/p>\n\n\n\n “Um carregador sem software, sem boa opera\u00e7\u00e3o, sem demanda e sem capital n\u00e3o \u00e9 suficiente”, destacou. A Spott<\/strong> atende os principais operadores de eletropostos do Brasil e frotas de \u00faltima milha, como o caso do Mercado Livre<\/strong>, gerenciando a recarga de quase 2.000 ve\u00edculos el\u00e9tricos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Thiago Moreno<\/strong> destacou dois pontos cr\u00edticos: a complexidade operativa (o tempo de inatividade mata o neg\u00f3cio)<\/strong> e a escolha do lugar (localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 mais importante que o hardware)<\/strong> . “Errar o local \u00e9 muito mais caro. Pode-se come\u00e7ar com um carregador de corrente alternada, testar a demanda e depois investir em maior pot\u00eancia”, aconselhou.<\/p>\n\n\n\n Al\u00e9m disso, a Spott<\/strong> faz parte do ecossistema da P\u00e1tria<\/strong>, o maior fundo de infraestrutura da Am\u00e9rica Latina, o que lhes permite ajudar seus clientes a captar capital para saltar de 100 para 2.000 carregadores. “O ativo de infraestrutura tem que ser rent\u00e1vel. \u00c9 preciso crescer com qualidade, n\u00e3o s\u00f3 com volume<\/strong>“, sentenciou.<\/p>\n\n\n\n Durante o debate, os painelistas concordaram que o Brasil n\u00e3o conta com incentivos p\u00fablicos diretos para a instala\u00e7\u00e3o de eletropostos<\/strong>; todo o crescimento foi impulsionado pelo investimento privado.<\/p>\n\n\n\n Gustavo Tannure<\/strong> explicou que o desenvolvimento da rede seguiu a demanda de ve\u00edculos, resolvendo o dilema do “ovo ou galinha”. Os carregadores existem porque h\u00e1 carros el\u00e9tricos, e cada vez mais motoristas de aplicativos e empresas de frotas optam pela eletromobilidade ao verificar o custo total de propriedade (TCO)<\/strong> .<\/p>\n\n\n\n “Um motorista que roda mais de 200 quil\u00f4metros por dia recupera a diferen\u00e7a de pre\u00e7o do ve\u00edculo el\u00e9trico em aproximadamente um ano e meio”, exemplificou. As revis\u00f5es mais baratas e o menor custo por quil\u00f4metro rodado fazem com que, mesmo sem subs\u00eddios, a equa\u00e7\u00e3o financeira se feche para os usu\u00e1rios intensivos.<\/p>\n\n\n\n Em suas conclus\u00f5es, os painelistas enviaram uma mensagem clara: o momento de investir em infraestrutura de recarga \u00e9 agora, mas \u00e9 preciso faz\u00ea-lo de forma inteligente<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n A moderadora Daniela Garc\u00eda<\/strong> encerrou o painel agradecendo aos participantes e destacando que a mobilidade sustent\u00e1vel deve ser ambiental e financeiramente sustent\u00e1vel<\/strong>, e que o caminho para os 100.000, 200.000 ou 300.000 pontos de infraestrutura no Brasil ser\u00e1 constru\u00eddo com colabora\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e confiabilidade.<\/p>\n\n\n\n A Latam Mobility<\/strong> promove o di\u00e1logo dos principais l\u00edderes do setor ao longo de sua turn\u00ea 2026, que percorrer\u00e1 os principais mercados da regi\u00e3o para aprofundar esses e outros temas cruciais para a transforma\u00e7\u00e3o da mobilidade.<\/p>\n\n\n\n Atrav\u00e9s de suas paradas em Monterrey<\/a><\/strong> e Cidade do M\u00e9xico<\/a><\/strong>, Brasil<\/a><\/strong>, Col\u00f4mbia<\/a><\/strong> e Chile<\/a><\/strong>, a plataforma continuar\u00e1 promovendo uma abordagem colaborativa para acelerar a transi\u00e7\u00e3o para sistemas de transporte mais limpos, eficientes e inclusivos<\/strong>, posicionando a Am\u00e9rica Latina como um l\u00edder relevante na mobilidade sustent\u00e1vel em n\u00edvel global.<\/p>\n\n\n\n Fa\u00e7a parte do movimento que acelera a transforma\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e urbana da Am\u00e9rica Latina. Se voc\u00ea quiser saber mais detalhes sobre como participar e op\u00e7\u00f5es de posicionamento, clique aqui<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Durante o primeiro dia do encontro “Latam Mobility & Net Zero Brasil 2026”, realizado em S\u00e3o Paulo, foi realizado o painel intitulado “Infraestrutura de recarga: hardware, software, engenharia e solu\u00e7\u00f5es integradas”, moderado por Daniela Garc\u00eda, Country Lead da Invest In Latam. 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EzVolt: verticaliza\u00e7\u00e3o, redes pr\u00f3prias e interoperabilidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
REVO Electric Revolution: engenharia para padroniza\u00e7\u00e3o e novos mercados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Re.Charge Brasil: engenharia especializada para grandes projetos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

Spott: dados, localiza\u00e7\u00e3o e capital para escalar redes de recarga<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
O crescimento impulsionado pela demanda privada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
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A agenda para descarbonizar o transporte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
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