{"id":64357,"date":"2026-04-24T05:00:00","date_gmt":"2026-04-24T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=64357"},"modified":"2026-04-24T08:10:35","modified_gmt":"2026-04-24T13:10:35","slug":"arrow-mobility-evmob-evolutionary-business-instituto-parar-e-jbs-ia-e-telemetria-como-eixos-da-gestao-sustentavel-de-frotas-comerciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/arrow-mobility-evmob-evolutionary-business-instituto-parar-e-jbs-ia-e-telemetria-como-eixos-da-gestao-sustentavel-de-frotas-comerciais\/","title":{"rendered":"Arrow Mobility, EVMOB, Evolutionary Business, Instituto PARAR e JBS: IA e telemetria como eixos da gest\u00e3o sustent\u00e1vel de frotas comerciais"},"content":{"rendered":"\n
Durante a primeira jornada do “Latam Mobility & Net Zero Brasil 2026”<\/strong>, foi realizado o painel intitulado “Frotas comerciais e solu\u00e7\u00f5es log\u00edsticas: ve\u00edculos, software, telem\u00e1tica e intelig\u00eancia artificial”<\/strong>, moderado por Paulo Miguel Jr<\/strong>, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Locadoras de Autom\u00f3veis (ABLA).<\/p>\n\n\n\n O espa\u00e7o reuniu atores-chave da cadeia de valor da mobilidade el\u00e9trica<\/strong> aplicada a frotas, desde fabricantes de ve\u00edculos e locadoras at\u00e9 consultores tecnol\u00f3gicos e grandes operadores log\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n O moderador abriu o debate destacando que, embora o ve\u00edculo el\u00e9trico seja frequentemente visto como mais caro, no mundo das frotas comerciais a an\u00e1lise n\u00e3o pode se limitar ao pre\u00e7o de compra<\/strong>; deve abranger todos os custos operacionais, o tempo de utiliza\u00e7\u00e3o e os benef\u00edcios ambientais e sociais.<\/p>\n\n\n\n Leia tamb\u00e9m<\/strong> | Estudo da Geotab: baterias de carros el\u00e9tricos mant\u00eam mais de 90% da capacidade ap\u00f3s 160.000 km<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Amanda Vieira Souza<\/strong>, da EVMOB<\/strong>, apresentou sua empresa como uma locadora de ve\u00edculos 100% el\u00e9tricos<\/strong> fundada pela P\u00e1tria<\/strong>, o maior fundo de investimento da Am\u00e9rica Latina, com mais de 270 bilh\u00f5es de reais sob gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n “Somos mais que uma locadora: oferecemos uma solu\u00e7\u00e3o de eletrifica\u00e7\u00e3o ponta a ponta<\/strong>“, explicou. O processo come\u00e7a com uma an\u00e1lise profunda da frota operacional do cliente<\/strong>, avaliando tempos, movimentos e viabilidade econ\u00f4mica. “N\u00e3o acreditamos em projetos de eletrifica\u00e7\u00e3o em escala sem viabilidade econ\u00f4mica”, enfatizou.<\/p>\n\n\n\n A EVMOB<\/strong> n\u00e3o s\u00f3 seleciona o ve\u00edculo adequado e projeta a log\u00edstica, como tamb\u00e9m gerencia a infraestrutura de recarga<\/strong> e oferece treinamento a condutores e an\u00e1lise de dados p\u00f3s-implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Amanda Vieira Souza<\/strong> destacou que a disponibilidade do ve\u00edculo \u00e9 chave na log\u00edstica<\/strong>: os el\u00e9tricos t\u00eam manuten\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas e passam menos tempo parados, o que impacta positivamente no TCO<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Daniel Goretti<\/strong>, da Evolutionary Business<\/strong>, relatou sua trajet\u00f3ria de 15 anos na ind\u00fastria automotiva e sua passagem por projetos de eletrifica\u00e7\u00e3o na Amazon<\/strong> e Wemo<\/strong> nos Estados Unidos. Sua empresa atua em capacita\u00e7\u00e3o de pessoal (desde oper\u00e1rios at\u00e9 l\u00edderes), consultoria para eletrifica\u00e7\u00e3o de frotas e desenvolvimento tecnol\u00f3gico junto a montadoras em ve\u00edculos leves, pesados e off-road.<\/p>\n\n\n\n Daniel Goretti<\/strong> sublinhou que a eletrifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 comprar caminh\u00f5es<\/strong>: exige diagn\u00f3stico, estudo de rotas, topografia e efici\u00eancia. “Pequenas decis\u00f5es de projeto (pneus, freios, transmiss\u00e3o) podem afetar a autonomia em 15% ou 20%”, alertou.<\/p>\n\n\n\n Ele prop\u00f4s um processo de tr\u00eas passos<\/strong>: diagn\u00f3stico, projeto-piloto e escalonamento, e destacou a import\u00e2ncia de alian\u00e7as com empresas<\/strong> que tenham a experi\u00eancia para acompanhar esse caminho.<\/p>\n\n\n\n Felipe Bullo<\/strong>, da JBS<\/strong>, compartilhou a experi\u00eancia concreta da transportadora do grupo. A JBS<\/strong> conta com 1.600 caminh\u00f5es pesados e extrapesados e, por meio de seu bra\u00e7o No Carbon<\/strong>, opera 281 caminh\u00f5es el\u00e9tricos de delivery desde 2020<\/strong>. “A primeira boa not\u00edcia \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel viabilizar; sen\u00e3o, n\u00e3o estar\u00edamos com 281 unidades ap\u00f3s cinco anos”, afirmou.<\/p>\n\n\n\n O segredo, segundo Felipe Bullo<\/strong>, \u00e9 estudo e alian\u00e7as<\/strong>. “N\u00e3o se pode comprar um ve\u00edculo el\u00e9trico num dia e coloc\u00e1-lo para operar no seguinte.” A JBS<\/strong> come\u00e7ou com 30 unidades em 2020, com telemetria desde o primeiro dia<\/strong>, medindo dados reais durante tr\u00eas meses antes de escalar para 100 e depois para 280. A telemetria foi uma pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n Felipe Bullo<\/strong> destacou que os caminh\u00f5es el\u00e9tricos n\u00e3o d\u00e3o problema<\/strong>; t\u00eam muito menos pe\u00e7as que os de combust\u00e3o e, em cinco anos, a bateria manteve 90% de vida \u00fatil frente aos 85% garantidos. “Eles s\u00f3 funcionam”, resumiu.<\/p>\n\n\n\n Al\u00e9m disso, a empresa enfrentou o desafio de dispersar a frota por diferentes regi\u00f5es do Brasil (Par\u00e1, Nordeste), o que obrigou a desenvolver uma rede de manuten\u00e7\u00e3o com parceiros locais. Felipe Bullo<\/strong> concluiu que a rela\u00e7\u00e3o com o fornecedor chin\u00eas \u00e9 \u00e1gil (respostas em poucas horas) e que o TCO \u00e9 favorecido<\/strong> pela menor necessidade de reparos e pela previsibilidade do custo energ\u00e9tico frente \u00e0 volatilidade do diesel.<\/p>\n\n\n\n Julio Cesar Balbinot Jr<\/strong>, da Arrow Mobility<\/strong>, apresentou os ve\u00edculos que a empresa tinha em exposi\u00e7\u00e3o: a Arrow One<\/strong>, uma van de delivery estilo americano, e a Arrow 2<\/strong>, um modelo de menor custo para democratizar o acesso ao ve\u00edculo el\u00e9trico. Ele explicou que, ao eliminar o motor dianteiro, \u00e9 poss\u00edvel aumentar o volume de carga em 60% no mesmo comprimento<\/strong>, aproveitando o design espec\u00edfico para aplica\u00e7\u00f5es log\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n Julio Cesar Balbinot Jr<\/strong> revelou um projeto inovador aprovado pela FINEP<\/strong> (ag\u00eancia governamental brasileira): o desenvolvimento de uma van aut\u00f4noma com intelig\u00eancia artificial embarcada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Ele esclareceu que n\u00e3o se trata de um ve\u00edculo que circule autonomamente em via p\u00fablica, mas de automatizar os processos internos do centro log\u00edstico<\/strong>: o ve\u00edculo se desloca sozinho dentro do dep\u00f3sito, carrega pacotes com sistema RFID que conta e verifica cada um, e o motorista recebe o ve\u00edculo pronto, evitando as longas filas matinais que podem durar at\u00e9 duas horas.<\/p>\n\n\n\n “O motorista n\u00e3o precisa acessar o centro log\u00edstico, o que economiza tempo e desgaste”, explicou. Al\u00e9m disso, as c\u00e2meras do sistema podem identificar comportamentos suspeitos ao redor do ve\u00edculo estacionado e alertar uma central de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n Fernando Cesar<\/strong>, representando o Instituto PARAR<\/strong> e tamb\u00e9m como CEO da Unique<\/strong> (empresa de integra\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para mobilidade urbana), fez uma provoca\u00e7\u00e3o inicial: “Eletrifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de descarboniza\u00e7\u00e3o; \u00e9 um dos aliados, mas n\u00e3o o \u00fanico.”<\/p>\n\n\n\n Ele colocou o foco no custo por quil\u00f4metro<\/strong> e na prepara\u00e7\u00e3o da equipe t\u00e9cnica<\/strong>. “A escola dos mec\u00e2nicos foi na combust\u00e3o; muitos est\u00e3o assustados com a nova tecnologia. E a nova gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o mostra a mesma atra\u00e7\u00e3o por esta ind\u00fastria.”<\/p>\n\n\n\n Fernando Cesar<\/strong> destacou que as frotas bem-sucedidas usam a telem\u00e1tica como ferramenta de gest\u00e3o<\/strong> para monitorar o ve\u00edculo \u00e0 dist\u00e2ncia, orientar o motorista sobre acelera\u00e7\u00e3o, frenagem e curvas, e assim prolongar a vida \u00fatil dos componentes.<\/p>\n\n\n\n Ele deu exemplos concretos de design: um fabricante que posiciona o sistema de gerenciamento eletr\u00f4nico na parte traseira do \u00f4nibus, acess\u00edvel, frente a outro que o coloca no teto, o que exige trabalho em altura e normas especiais (NR10, NR35). “Isso tamb\u00e9m impacta no TCO”, alertou.<\/p>\n\n\n\n O moderador Paulo Miguel Jr<\/strong> acrescentou um ponto muitas vezes esquecido: o conforto do motorista<\/strong>. Os ve\u00edculos el\u00e9tricos n\u00e3o vibram, n\u00e3o t\u00eam barulho de motor e permitem usar ar-condicionado sem grande impacto no consumo, o que reduz a fadiga e melhora a produtividade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Amanda Vieira Souza<\/strong> complementou: “Os motoristas come\u00e7am a brigar para dirigir a frota el\u00e9trica da companhia. A diferen\u00e7a na jornada deles \u00e9 enorme.”<\/p>\n\n\n\n Daniel Goretti<\/strong> insistiu que escolher a rota correta \u00e9 t\u00e3o importante quanto escolher o ve\u00edculo<\/strong>. A telemetria permite modelar a efici\u00eancia conforme geolocaliza\u00e7\u00e3o, inclina\u00e7\u00e3o e tipo de carga.<\/p>\n\n\n\n E Felipe Bullo<\/strong> encerrou com um conselho pr\u00e1tico: “O primeiro passo \u00e9 n\u00e3o se aventurar<\/strong>. Se voc\u00ea entrar sem estrutura, sem analisar carga, demanda de energia, sem telemetria, pode concluir erroneamente que n\u00e3o vale a pena.”<\/p>\n\n\n\n O painel deixou v\u00e1rias conclus\u00f5es claras:<\/p>\n\n\n\n Paulo Miguel Jr<\/strong> agradeceu aos painelistas e destacou que o mercado de infraestrutura para mobilidade sustent\u00e1vel no Brasil est\u00e1 avaliado em mais de 1 bilh\u00e3o de reais<\/strong>, com um potencial de crescimento enorme. “O ve\u00edculo el\u00e9trico j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o futuro; \u00e9 o presente, especialmente em frotas comerciais e de \u00faltima milha.”<\/p>\n\n\n\n A Latam Mobility<\/strong> promove o di\u00e1logo dos principais l\u00edderes do setor ao longo de sua turn\u00ea 2026, que percorrer\u00e1 os principais mercados da regi\u00e3o para aprofundar esses e outros temas cruciais para a transforma\u00e7\u00e3o da mobilidade.<\/p>\n\n\n\n Atrav\u00e9s de suas paradas em Monterrey<\/a><\/strong> e Cidade do M\u00e9xico<\/a><\/strong>, Brasil<\/a><\/strong>, Col\u00f4mbia<\/a><\/strong> e Chile<\/a><\/strong>, a plataforma continuar\u00e1 promovendo uma abordagem colaborativa para acelerar a transi\u00e7\u00e3o para sistemas de transporte mais limpos, eficientes e inclusivos<\/strong>, posicionando a Am\u00e9rica Latina como um l\u00edder relevante na mobilidade sustent\u00e1vel em n\u00edvel global.<\/p>\n\n\n\n Fa\u00e7a parte do movimento que acelera a transforma\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e urbana da Am\u00e9rica Latina. Se voc\u00ea quiser saber mais detalhes sobre como participar e op\u00e7\u00f5es de posicionamento, clique aqui<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Durante a primeira jornada do “Latam Mobility & Net Zero Brasil 2026”, foi realizado o painel intitulado “Frotas comerciais e solu\u00e7\u00f5es log\u00edsticas: ve\u00edculos, software, telem\u00e1tica e intelig\u00eancia artificial”, moderado por Paulo Miguel Jr, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Locadoras de Autom\u00f3veis (ABLA). 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Evolutionary Business: consultoria para a transi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

JBS: cinco anos de experi\u00eancia e li\u00e7\u00f5es aprendidas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Arrow Mobility: van aut\u00f4noma com IA<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n\n\n\nInstituto PARAR: o desafio da capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
A vantagem da telemetria no TCO<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
\n

A agenda para descarbonizar o transporte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"