{"id":66832,"date":"2026-06-17T05:05:00","date_gmt":"2026-06-17T10:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=66832"},"modified":"2026-06-16T15:51:55","modified_gmt":"2026-06-16T20:51:55","slug":"eficiencia-operacional-e-parcerias-estrategicas-as-chaves-da-bimbo-grupo-familia-logyca-nutresa-e-tcc-para-reduzir-emissoes-na-logistica-de-carga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/eficiencia-operacional-e-parcerias-estrategicas-as-chaves-da-bimbo-grupo-familia-logyca-nutresa-e-tcc-para-reduzir-emissoes-na-logistica-de-carga\/","title":{"rendered":"Efici\u00eancia Operacional E Parcerias Estrat\u00e9gicas: As Chaves Da Bimbo, Grupo Familia, Logyca, Nutresa E TCC Para Reduzir Emiss\u00f5es Na Log\u00edstica De Carga"},"content":{"rendered":"\n
Durante o summit \u00abLatam Mobility Colombia 2026\u00bb<\/strong> , o painel “Estrat\u00e9gias de Colabora\u00e7\u00e3o para Descarbonizar o Transporte de Carga”<\/strong> reuniu l\u00edderes do setor log\u00edstico e de mobilidade sustent\u00e1vel para analisar caminhos concretos que permitem reduzir a pegada de carbono sem sacrificar a competitividade.<\/p>\n\n\n\n O encontro, moderado por Kathy Ardila<\/strong>, Commercial Manager da Invest In Latam<\/strong>, aconteceu no emblem\u00e1tico Orquideorama do Jardim Bot\u00e2nico de Medell\u00edn<\/strong> \u2014 um espa\u00e7o que convidava a repensar a rela\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastria, natureza e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Ardila<\/strong> abriu a conversa com dados precisos que enquadraram a urg\u00eancia do debate: o setor de transporte gera aproximadamente 37 milh\u00f5es de toneladas de CO2<\/strong>, das quais 4,6%<\/strong> correspondem especificamente ao transporte de carga.<\/p>\n\n\n\n Diante desse panorama, a moderadora lembrou que as principais estrat\u00e9gias que as empresas v\u00eam implementando incluem eletrifica\u00e7\u00e3o de frotas, uso de biocombust\u00edveis, g\u00e1s natural veicular e pilotos com hidrog\u00eanio, e destacou que o sucesso dessas iniciativas depende da interoperabilidade, rastreabilidade e medi\u00e7\u00e3o rigorosa das redu\u00e7\u00f5es alcan\u00e7adas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n Voc\u00ea tamb\u00e9m pode se interessar | Autel, CIEN, Huawei Digital Power, Livoltek e SynergEV concordam que interoperabilidade e modularidade financeira s\u00e3o chave para a infraestrutura de carregamento na Col\u00f4mbia<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Martha Arias<\/strong>, l\u00edder de Log\u00edstica de Transporte da Nutresa<\/strong>, iniciou as apresenta\u00e7\u00f5es observando que o Grupo Nutresa<\/strong> possui um ecossistema log\u00edstico integrado sob o conceito “One Nutresa”<\/strong> . Explicou que disp\u00f5em de 12 ve\u00edculos el\u00e9tricos<\/strong> com termoel\u00e9tricos para produtos refrigerados e congelados, e que na \u00e1rea de produtos secos enfrentam o desafio de otimizar a capacidade veicular, monitorar o rendimento do combust\u00edvel e gerenciar a condu\u00e7\u00e3o eficiente tanto de equipes pr\u00f3prias quanto de parceiros. “Hoje nos concentramos em ter fornecimentos respons\u00e1veis e em usar roteiriza\u00e7\u00e3o din\u00e2mica para aproveitar melhor a capacidade dos caminh\u00f5es”<\/strong> , afirmou.<\/p>\n\n\n\n Juan Fajardo<\/strong>, gerente da UEN Courier do Grupo TCC<\/strong>, destacou que uma das bandeiras de sua unidade de neg\u00f3cio \u00e9 ser ecol\u00f3gico. Compartilhou que um quarto de sua frota j\u00e1 est\u00e1 eletrificada<\/strong>, com 104 ve\u00edculos el\u00e9tricos e 20 motos el\u00e9tricas operando em sete cidades do pa\u00eds, todos dedicados \u00e0 \u00faltima milha. Fajardo<\/strong> observou que j\u00e1 contam com ve\u00edculos que rodaram entre 60.000 e 70.000 quil\u00f4metros, e que os dados obtidos confirmam a decis\u00e3o de ter apostado nessa evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n Daniel Prato<\/strong>, gerente de Pesquisa da Logyca<\/strong>, focou na colabora\u00e7\u00e3o interempresarial e na pesquisa aplicada baseada em dados. Explicou que h\u00e1 38 anos trabalham para promover que, em vez de uma empresa tomar dez decis\u00f5es individuais, dez empresas tomem uma decis\u00e3o conjunta<\/strong> com impacto setorial. “As decis\u00f5es de transporte n\u00e3o giram exclusivamente em torno da redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, mas s\u00e3o um elemento estrat\u00e9gico de neg\u00f3cio que afeta a competitividade, a produtividade e os custos”<\/strong> , argumentou.<\/p>\n\n\n\n Daniel Bedoya<\/strong>, chefe de Frota do Grupo Bimbo Col\u00f4mbia<\/strong>, apresentou a realidade de uma frota de aproximadamente 800 ve\u00edculos entre \u00faltima milha, transporte prim\u00e1rio e ve\u00edculos executivos. Detalhou que cerca de 10% de seus ve\u00edculos s\u00e3o 100% el\u00e9tricos<\/strong>, 70% de sua frota de \u00faltima milha \u00e9 h\u00edbrida (g\u00e1s-gasolina) e os ve\u00edculos a diesel buscam contar com a tecnologia Euro mais avan\u00e7ada dispon\u00edvel. Bedoya<\/strong> mencionou que trabalham em melhorias de ocupa\u00e7\u00e3o, roteiriza\u00e7\u00e3o din\u00e2mica e exerc\u00edcios de pegada de carbono para estar mais pr\u00f3ximos dos consumidores.<\/p>\n\n\n\n Camilo Montoya Zapata<\/strong>, gerente de Transporte Col\u00f4mbia do Grupo Familia<\/strong>, explicou que tem tr\u00eas pap\u00e9is: frota pr\u00f3pria (100 ve\u00edculos e 120 motoristas); uma empresa de transporte com mais de 500 propriet\u00e1rios de caminh\u00f5es vinculados; e o papel de gerador de carga que contrata transportadores terceirizados. Listou tr\u00eas iniciativas principais de descarboniza\u00e7\u00e3o: compensa\u00e7\u00e3o de corredores para evitar viagens vazias, gest\u00e3o abrangente de combust\u00edvel, pneus e lubrificantes, e a busca por energias alternativas, com um piloto ativo de hidrog\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n Um dos eixos centrais do painel foi a import\u00e2ncia de contar com dados confi\u00e1veis e padronizados. Daniel Bedoya (Bimbo)<\/strong> compartilhou que constru\u00edram sua pr\u00f3pria calculadora de emiss\u00f5es, chegando ao n\u00edvel de especifica\u00e7\u00e3o por tipo de ve\u00edculo e sentando com fabricantes para medir com precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n “O pilar para a tomada de decis\u00e3o \u00e9 um dado confi\u00e1vel”<\/strong> , afirmou, e acrescentou que essa pr\u00e1tica lhes permite desenvolver estrat\u00e9gias de telemetria, condu\u00e7\u00e3o eficiente, redu\u00e7\u00e3o de marcha lenta e sele\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo mais adequado ao incorporar frota nova.<\/p>\n\n\n\n Camilo Montoya (Grupo Familia)<\/strong> refor\u00e7ou essa ideia com uma m\u00e1xima da engenharia: “O que n\u00e3o se mede n\u00e3o se controla, e o que n\u00e3o se controla n\u00e3o se melhora”<\/strong> . Observou que, como setor, faltou padronizar uma forma de medi\u00e7\u00e3o. No entanto, explicou que por pertencer ao grupo sueco Essity<\/strong>, contam com uma metodologia homologada em 150 pa\u00edses baseada no GLEC (Global Logistics Emissions Council)<\/strong> e na abordagem Tank-to-Wheel<\/strong>, medindo dist\u00e2ncia e consumo de combust\u00edvel. “Temos objetivos ambiciosos: reduzir 35% das emiss\u00f5es at\u00e9 2030 e alcan\u00e7ar zero emiss\u00f5es at\u00e9 2050”<\/strong> , detalhou.<\/p>\n\n\n\n Em seguida, Daniel Prato (Logyca)<\/strong> trouxe uma vis\u00e3o mais sist\u00eamica: nem todos medem da mesma forma, nem todos sabem medir. Relatou que iniciaram uma iniciativa pedindo \u00e0s empresas um ano de dados de opera\u00e7\u00e3o. No primeiro ano, seis empresas compartilharam informa\u00e7\u00f5es; no segundo, 20; e gra\u00e7as a uma alian\u00e7a com Colfecar<\/strong> e Andi<\/strong>, este ano j\u00e1 somam 68 empresas e esperam chegar a 100.<\/p>\n\n\n\n “Esses dados nos servem para entender o que otimizar em n\u00edvel individual, mas tamb\u00e9m para identificar oportunidades de compartilhar infraestrutura, compensar ou consolidar carga, e medir o impacto no cumprimento das metas nacionais”<\/strong> , explicou. No entanto, alertou sobre a governan\u00e7a dos dados: “O formato pode estar padronizado, mas a qualidade do dado nem sempre \u00e9 boa, e a informalidade de parte da carga dificulta a rastreabilidade” .<\/p>\n\n\n\n Durante o painel no \u00abLatam Mobility Colombia 2026\u00bb<\/strong> , os participantes identificaram v\u00e1rios desafios transversais que freiam a descarboniza\u00e7\u00e3o acelerada:<\/p>\n\n\n\n Martha Arias (Nutresa)<\/strong> apontou tr\u00eas grandes obst\u00e1culos: a barreira financeira (o custo inicial dos ve\u00edculos de novas tecnologias), a falta de dados reais (frequentemente se usam dados te\u00f3ricos que n\u00e3o refletem a opera\u00e7\u00e3o real) e a dificuldade de envolver frotas parceiras envelhecidas. “\u00c9 preciso quebrar a cren\u00e7a de que o novo n\u00e3o \u00e9 rent\u00e1vel; a m\u00e9dio e longo prazo, sim, se aproveita essa mudan\u00e7a”<\/strong> , afirmou.<\/p>\n\n\n\n Juan Fajardo (TCC)<\/strong> focou nos desafios da infraestrutura de carregamento, explicando que atualmente utilizam os carregadores que v\u00eam com os ve\u00edculos (carregadores dump<\/strong>, n\u00e3o inteligentes), o que limita a gest\u00e3o inteligente da energia. Al\u00e9m disso, a capacidade el\u00e9trica de suas sedes, constru\u00eddas h\u00e1 58 anos, n\u00e3o foi pensada para uma frota eletrificada. “Estamos nos aproximando do limite em algumas regi\u00f5es. Precisamos de gest\u00e3o inteligente de carregamento, n\u00e3o apenas trocar transformadores”<\/strong> , alertou. Tamb\u00e9m destacou uma experi\u00eancia encorajadora: ap\u00f3s avaliar 10 ve\u00edculos el\u00e9tricos com mais de 7 anos de uso, as baterias mantinham entre 95% e 98% de sua vida \u00fatil.<\/p>\n\n\n\n Daniel Bedoya (Bimbo)<\/strong> listou tr\u00eas grandes desafios: o desabastecimento de g\u00e1s natural veicular em cidades como Villavicencio e Duitama, que p\u00f5e em risco a estrat\u00e9gia de frota h\u00edbrida g\u00e1s-gasolina; a infraestrutura de carregamento (transformadores insuficientes, carregadores gen\u00e9ricos); e a colabora\u00e7\u00e3o com fornecedores de transporte para que renovem suas frotas \u2014 o que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se forem estabelecidas rela\u00e7\u00f5es de longo prazo com contratos est\u00e1veis que deem seguran\u00e7a ao retorno do investimento.<\/p>\n\n\n\n Daniel Prato (Logyca)<\/strong> aprofundou-se em dois desafios menos vis\u00edveis, mas cr\u00edticos: a confian\u00e7a para compartilhar informa\u00e7\u00f5es entre empresas concorrentes e a cultura de colabora\u00e7\u00e3o. “Esta manh\u00e3 em um workshop, a op\u00e7\u00e3o de colabora\u00e7\u00e3o aparecia l\u00e1 embaixo. Quando tenho recursos, tendo a fazer sozinho. \u00c9 dif\u00edcil entender que a vis\u00e3o coletiva gera mais impacto”<\/strong> , refletiu. Acrescentou que sem infraestrutura adequada, sem marco regulat\u00f3rio habilitante e sem fornecedores de tecnologia, os esfor\u00e7os individuais ficam aqu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n Camilo Montoya (Grupo Familia)<\/strong> prop\u00f4s dividir os desafios em dois n\u00edveis: o primeiro desafio \u00e9 ganhar efici\u00eancia operacional antes de saltar para novas tecnologias. Resgatou as palavras de outros expositores sobre a baixa utiliza\u00e7\u00e3o dos caminh\u00f5es (apenas 6 a 8 dias por m\u00eas). Em seguida, compartilhou tr\u00eas iniciativas de efici\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n Por fim, Montoya<\/strong> destacou seu piloto com hidrog\u00eanio: ao substituir 7% do combust\u00edvel diesel por hidrog\u00eanio em um ve\u00edculo Freight Liner 2013<\/strong>, melhoraram o rendimento de 11 km\/gal\u00e3o para 12,5 km\/gal\u00e3o, com uma diminui\u00e7\u00e3o de 11% nas emiss\u00f5es de material particulado e CO2 equivalente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n A moderadora Kathy Ardila<\/strong> fez um apelo ao novo governo da Col\u00f4mbia para que priorize o investimento em infraestrutura de transmiss\u00e3o el\u00e9trica e redes de carregamento p\u00fablico. “N\u00e3o \u00e9 apenas investimento privado. \u00c9 necess\u00e1rio apoio estatal para que essa transi\u00e7\u00e3o realmente possa continuar”<\/strong> , enfatizou.<\/p>\n\n\n\n Os painelistas concordaram que a colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho inevit\u00e1vel.<\/strong> Desde compartilhar dados e rotas at\u00e9 estabelecer contratos de longo prazo com fornecedores e parceiros, passando pela padroniza\u00e7\u00e3o de metodologias de medi\u00e7\u00e3o. Foi sublinhado que a descarboniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um esfor\u00e7o isolado de cada empresa, mas um objetivo nacional e continental que exige sinergias p\u00fablico-privadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n O painel deixou v\u00e1rias li\u00e7\u00f5es importantes:<\/p>\n\n\n\n “Sem d\u00favida, as boas pr\u00e1ticas de condu\u00e7\u00e3o, a manuten\u00e7\u00e3o de pneus, a informatiza\u00e7\u00e3o de frotas e a interoperabilidade de dados nos permitir\u00e3o realizar uma opera\u00e7\u00e3o muito mais eficiente e otimizada”<\/strong> , concluiu Ardila<\/strong>, encerrando uma das conversas mais importantes do \u00abLatam Mobility Colombia 2026\u00bb<\/strong> .<\/p>\n\n\n\n O Tour Latam Mobility 2026<\/strong> continuar\u00e1 em Santiago, no Chile, no dia 25 de agosto<\/a><\/strong>, reunindo especialistas e atores estrat\u00e9gicos para continuar fortalecendo o ecossistema de mobilidade sustent\u00e1vel na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\nA Magnitude Do Desafio No Transporte De Carga<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n\n\n\nMedi\u00e7\u00e3o E Dados: O Pilar Das Decis\u00f5es<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Desafios Comuns: Financeiros, Infraestrutura E Colabora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
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<\/figure>\n\n\n\nA Colabora\u00e7\u00e3o \u00c9 O Caminho Inevit\u00e1vel<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
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Um 2026 de consolida\u00e7\u00e3o para a mobilidade<\/h2>\n\n\n\n