{"id":66840,"date":"2026-06-17T05:00:00","date_gmt":"2026-06-17T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=66840"},"modified":"2026-06-16T14:50:37","modified_gmt":"2026-06-16T19:50:37","slug":"trem-de-cercanias-do-vale-metro-de-la-80-e-extensao-do-transmilenio-os-projetos-que-amva-arm-inpel-e-movamos-region-colocam-na-mesa-do-proximo-presidente-da-colombia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/trem-de-cercanias-do-vale-metro-de-la-80-e-extensao-do-transmilenio-os-projetos-que-amva-arm-inpel-e-movamos-region-colocam-na-mesa-do-proximo-presidente-da-colombia\/","title":{"rendered":"Trem de Cercanias do Vale, Metro de la 80 e Extens\u00e3o do Transmilenio: os Projetos que AMVA, ARM, INPEL e Movamos Regi\u00f3n Colocam na Mesa do Pr\u00f3ximo Presidente da Col\u00f4mbia"},"content":{"rendered":"\n
O segundo dia do \u00abLatam Mobility Colombia 2026\u00bb<\/strong> come\u00e7ou com um painel de alto n\u00edvel intitulado “Descarbonizando O Transporte P\u00fablico: Cofinanciamento, Programas E Oportunidades Para A Regi\u00e3o”<\/strong> , moderado por Sof\u00eda Zarama<\/strong>, consultora internacional em Mobilidade Sustent\u00e1vel da Zaraval<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n O encontro reuniu quatro importantes l\u00edderes dos setores p\u00fablico e privado que, a partir de suas respectivas entidades, fizeram um diagn\u00f3stico claro dos avan\u00e7os, retrocessos e desafios<\/strong> que a Col\u00f4mbia<\/strong> enfrenta para alcan\u00e7ar um transporte p\u00fablico limpo, eficiente e inclusivo.<\/p>\n\n\n\n Voc\u00ea tamb\u00e9m pode se interessar | Toyota apresenta sua estrat\u00e9gia de diversifica\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no Latam Mobility Colombia 2026: “Um caminho para cada destino”<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n A moderadora Sof\u00eda Zarama<\/strong> abriu o painel destacando a relev\u00e2ncia de se ter uma vis\u00e3o cidade-regi\u00e3o<\/strong> que transcenda os limites administrativos tradicionais. Em seguida, convidou cada painelista a apresentar suas organiza\u00e7\u00f5es e sua contribui\u00e7\u00e3o para a descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Claudia Mercado<\/strong>, Diretora Geral da Ag\u00eancia Regional de Mobilidade (ARM)<\/strong> , explicou que essa entidade nasceu h\u00e1 pouco mais de quatro anos, quando Bogot\u00e1<\/strong> e Cundinamarca<\/strong> decidiram consolidar uma regi\u00e3o metropolitana. A ARM<\/strong> gerencia, planeja e cofinancia projetos de mobilidade integrada e tamb\u00e9m atua como autoridade de transporte sobre os munic\u00edpios que aderem \u00e0 regi\u00e3o metropolitana.<\/p>\n\n\n\n Juanita Concha<\/strong>, Diretora Geral da Movamos Regi\u00f3n<\/strong> \u2014 autoridade regional de transporte do sudoeste \u2014 explicou que a entidade \u00e9 composta por C\u00e1li<\/strong>, Jamund\u00ed<\/strong>, Yumbo<\/strong>, Palmira<\/strong> e o departamento de Valle del Cauca<\/strong>, e tem tr\u00eas grandes pap\u00e9is: o olhar e a vis\u00e3o regional da mobilidade, uma fun\u00e7\u00e3o consultiva e assessora baseada em dados, e ser autoridade de transporte para o Trem de Cercanias do Vale<\/strong> e os modos associados.<\/p>\n\n\n\n Por sua vez, Mar\u00eda Juliana Arango<\/strong>, Gerente Geral da INPEL<\/strong>, destacou que sua organiza\u00e7\u00e3o tem sido o back office<\/em> de muitas empresas de energia em seus primeiros passos na mobilidade el\u00e9trica. Eles administram 38 esta\u00e7\u00f5es de carregamento<\/strong> em n\u00edvel nacional e desenvolveram seu pr\u00f3prio software de gest\u00e3o para monetizar as esta\u00e7\u00f5es. “No ano passado, fornecemos mais de 92 pontos de carregamento, tanto semirr\u00e1pido quanto r\u00e1pido. Hoje somos n\u00f3s que administramos as esta\u00e7\u00f5es de C\u00e1li”<\/strong> , afirmou.<\/p>\n\n\n\n Paula Andrea Palacio<\/strong>, Diretora Geral da \u00c1rea Metropolitana do Vale do Aburr\u00e1 (AMVA)<\/strong> , detalhou que sua entidade associa os dez munic\u00edpios da regi\u00e3o, de Caldas a Barbosa, com Medell\u00edn<\/strong> como cidade n\u00facleo. Destacou tr\u00eas pap\u00e9is fundamentais: ser autoridade de transporte do Sistema Integrado de Transporte do Vale do Aburr\u00e1<\/strong> (que inclui metr\u00f4, bonde, TPC e sistema de bicicletas); ser autoridade ambiental; e ser articuladora do ordenamento territorial.<\/p>\n\n\n\n “Isso nos permite combinar muito bem o planejamento a partir do ambiental, do estrat\u00e9gico e de como os projetos devem avan\u00e7ar”<\/strong> , explicou.<\/p>\n\n\n\n Sof\u00eda Zarama<\/strong> levantou a pergunta central: como enfrentar o desafio da sustentabilidade ambiental a partir de uma vis\u00e3o regional que inclui m\u00faltiplos munic\u00edpios com necessidades diversas?<\/p>\n\n\n\n Claudia Mercado (ARM)<\/strong> respondeu que a entidade foi criada precisamente para facilitar a concep\u00e7\u00e3o de projetos sem barreiras geogr\u00e1ficas<\/strong>. Atualmente, eles visionam o Plano Mestre Seguro e Sustent\u00e1vel<\/strong> para 17 munic\u00edpios ao redor de Bogot\u00e1<\/strong>. J\u00e1 est\u00e3o materializando projetos como:<\/p>\n\n\n\n Juanita Concha (Movamos Regi\u00f3n)<\/strong> enfatizou a articula\u00e7\u00e3o do ordenamento territorial com a vis\u00e3o regional de mobilidade, e destacou que entre o ano passado e este ano, os quatro POTs (Planos de Ordenamento Territorial)<\/strong> de sua regi\u00e3o estiveram em revis\u00e3o e j\u00e1 incluem \u00eanfase em mobilidade sustent\u00e1vel. “Mudamos o enfoque para um muito mais integral, com vis\u00e3o regional. Esse \u00e9 um passo importante para depois implementar projetos mais sustent\u00e1veis”<\/strong> , afirmou.<\/p>\n\n\n\n Paula Palacio (AMVA)<\/strong> concordou que o desenvolvimento orientado ao transporte<\/strong> \u00e9 o conceito-chave na revis\u00e3o dos POTs de Medell\u00edn<\/strong> e outros munic\u00edpios, e mencionou tr\u00eas projetos mobilizadores que se articulam ao sistema integrado: o Metro de la 80<\/strong>, a estrutura\u00e7\u00e3o do trem do rio<\/strong> (projeto ferrovi\u00e1rio que conecta at\u00e9 Caldas) e o novo metrocable para San Antonio de Prado<\/strong>, j\u00e1 anunciado e em processo de licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Enquanto isso, Mar\u00eda Juliana Arango (INPEL)<\/strong> explicou que, do setor privado, trabalham apoiando entidades territoriais. Indicou seu trabalho com o Fundo para o Avan\u00e7o Tecnol\u00f3gico de Frotas (FOPAT)<\/strong> , ajudando taxistas a solicitar benef\u00edcios como 90% do valor do ve\u00edculo el\u00e9trico<\/strong> e 90% do investimento em infraestrutura de carregamento<\/strong>. Eles ajudaram a estruturar parques de \u00f4nibus e a melhorar a efici\u00eancia energ\u00e9tica por meio de compensa\u00e7\u00e3o de energia reativa. Al\u00e9m disso, anunciou uma parceria para instalar cerca de 400 pontos de carregamento r\u00e1pido<\/strong> em n\u00edvel nacional nos pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n\n\n\n A moderadora introduziu o tema do financiamento e cofinanciamento, instrumento pelo qual o governo nacional contribui com at\u00e9 70%<\/strong> e as entidades territoriais com os 30%<\/strong> restantes.<\/p>\n\n\n\n Juanita Concha (Movamos Regi\u00f3n)<\/strong> falou para contar a experi\u00eancia do Trem de Cercanias do Vale<\/strong>, um projeto completamente el\u00e9trico e de descarboniza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Observou que j\u00e1 criaram a institucionalidade, realizaram estudos de pr\u00e9-viabilidade para 74 km<\/strong> e viabilidade para o corredor priorit\u00e1rio C\u00e1li-Jamund\u00ed, e cumpriram todos os requisitos do Minist\u00e9rio dos Transportes. “Estamos prontos, esperando que o Governo Nacional nos d\u00ea o cofinanciamento. Essa \u00e9 a \u00fanica coisa que nos falta”<\/strong> , afirmou.<\/p>\n\n\n\n No entanto, advertiu: “A conjuntura pol\u00edtica n\u00e3o ajudou. N\u00e3o podemos permitir que nossos projetos regionais, que buscam melhorar a qualidade de vida e mitigar externalidades, fiquem atrelados a quest\u00f5es pol\u00edticas. Isso n\u00e3o deveria acontecer conosco na Col\u00f4mbia.”<\/strong> Al\u00e9m disso, informou que come\u00e7aram a entregar t\u00e1xis el\u00e9tricos<\/strong> em C\u00e1li<\/strong> e Palmira<\/strong>, e o desafio pendente s\u00e3o os taxistas de cidades intermedi\u00e1rias como Jamund\u00ed<\/strong> e Yumbo<\/strong> que ainda n\u00e3o se envolvem. “N\u00e3o adianta termos um trem el\u00e9trico ao lado de ve\u00edculos a combust\u00e3o. Queremos um sistema integrado com tecnologias limpas”<\/strong> , afirmou.<\/p>\n\n\n\n Paula Palacio (AMVA)<\/strong> denunciou uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica: o Governo Nacional deve mais de 800 bilh\u00f5es de pesos colombianos ao Distrito de Medell\u00edn pelo Metro de la 80<\/strong>, um projeto que data de 2019. “Isso significa n\u00e3o olhar para as regi\u00f5es, n\u00e3o entender a import\u00e2ncia desses sistemas. Fazemos um apelo ao governo para que se atualize com essas contribui\u00e7\u00f5es de cofinanciamento”<\/strong> , exigiu.<\/p>\n\n\n\n Claudia Mercado (ARM)<\/strong> concordou que, embora os instrumentos de financiamento existam, ao aplic\u00e1-los aos territ\u00f3rios eles enfrentam barreiras. “Precisamos de recursos de pr\u00e9-investimento para acessar o cofinanciamento. Tamb\u00e9m precisamos que os bancos e o setor privado ajudem a padronizar as condi\u00e7\u00f5es”<\/strong> , observou, e disse que o transporte intermunicipal continua esquecido<\/strong> e falta um mecanismo de alavancagem para ve\u00edculos de zero e baixas emiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n Mar\u00eda Juliana Arango (INPEL)<\/strong> trouxe a vis\u00e3o privada: “Regras de jogo claras s\u00e3o fundamentais para o retorno do investimento”<\/strong> . Por isso participam de mesas de regula\u00e7\u00e3o, e defendeu que a tarifa das esta\u00e7\u00f5es de carregamento n\u00e3o deveria ser regulada como servi\u00e7o p\u00fablico<\/strong>, mas sim deixar que o mercado se autorregule conforme a demanda. “A tarifa tem que recuperar o investimento”<\/strong> . Da mesma forma, incentivou a informar os clientes sobre os benef\u00edcios fiscais da Lei 1715<\/strong>, como isen\u00e7\u00e3o de IVA, imposto de renda e deprecia\u00e7\u00e3o acelerada.<\/p>\n\n\n\n Em uma rodada final, Sof\u00eda Zarama<\/strong> pediu a cada painelista uma mensagem direta ao novo presidente que assumir\u00e1 nos pr\u00f3ximos dias:<\/p>\n\n\n\n Paula Palacio<\/strong> foi a primeira: “Esperamos que seja um governo que olhe para as regi\u00f5es, que entenda os problemas, que se comprometa com a pol\u00edtica p\u00fablica de descarboniza\u00e7\u00e3o e zero emiss\u00f5es at\u00e9 2050. Os instrumentos e ferramentas est\u00e3o a\u00ed, mas precisamos da vontade de um governo que realmente entenda as din\u00e2micas do territ\u00f3rio.”<\/strong><\/p>\n\n\n\n Mar\u00eda Juliana Arango<\/strong> levantou tr\u00eas pontos: olhar para as regi\u00f5es<\/strong> (especialmente para o Pac\u00edfico<\/strong>, onde est\u00e1 o porto mais importante do pa\u00eds, mas com graves problemas sociais); a necessidade de crescer em fontes de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e controle de demanda<\/strong>; e evitar a sobrerregula\u00e7\u00e3o<\/strong> (exemplificou com a mudan\u00e7a de conectores de CCS1 para NACS, que deixa investimentos obsoletos).<\/p>\n\n\n\n Juanita Concha<\/strong> tamb\u00e9m deu tr\u00eas mensagens: continuidade na pol\u00edtica p\u00fablica<\/strong> (“Paremos de escrever coisas e comecemos a faz\u00ea-las, sem vi\u00e9s pol\u00edtico”); trabalhar com o setor privado<\/strong> (“Tudo \u00e9 melhor se nos juntarmos, alavancando recursos e capacidades”); e focar nos territ\u00f3rios e em todos os modos de transporte<\/strong> (“As cidades intermedi\u00e1rias tamb\u00e9m podem ser exemplo mundial. N\u00e3o fiquemos apenas no transporte p\u00fablico de massa, olhemos tamb\u00e9m o coletivo, o intermunicipal, a carga\u2026”).<\/p>\n\n\n\n Claudia Mercado<\/strong> pediu para fortalecer os esquemas associativos<\/strong> como ferramenta para nivelar capacidades t\u00e9cnicas e de financiamento em cidades intermedi\u00e1rias e pequenas. “Precisamos que n\u00e3o apenas o setor p\u00fablico impulsione essa transforma\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m os bancos e o setor privado. Que o novo governo n\u00e3o tenha apenas tr\u00eas ou quatro cidades pioneiras em mobilidade el\u00e9trica, mas que as cidades pequenas e intermedi\u00e1rias tamb\u00e9m comecem”<\/strong> , concluiu.<\/p>\n\n\n\n Por fim, Sof\u00eda Zarama<\/strong> encerrou o painel agradecendo \u00e0s painelistas e resumindo o sentimento comum: esperamos um presidente aliado do setor privado e da mobilidade sustent\u00e1vel<\/strong>; que olhe para as regi\u00f5es, garanta o cofinanciamento de projetos maduros<\/strong>; quite as d\u00edvidas do Metro de la 80<\/strong>, fortale\u00e7a o FOPAT<\/strong> incluindo o transporte intermunicipal, e n\u00e3o pare devido a conjunturas pol\u00edticas<\/strong> o que a t\u00e9cnica e o planejamento j\u00e1 demonstraram ser vi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n Por tudo isso, o \u00abLatam Mobility Colombia 2026\u00bb<\/strong> continua se consolidando como o espa\u00e7o de encontro onde o setor p\u00fablico, o setor privado e a coopera\u00e7\u00e3o internacional tra\u00e7am as rotas concretas para uma mobilidade descarbonizada, eficiente e equitativa<\/strong> na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n O Tour Latam Mobility 2026<\/strong> continuar\u00e1 em Santiago, no Chile<\/a>, no dia 25 de agosto<\/strong>, reunindo especialistas e atores estrat\u00e9gicos para continuar fortalecendo o ecossistema de mobilidade sustent\u00e1vel na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\nParticipantes e Contexto Institucional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n\n\n\nPlanejamento Territorial com Enfoque em Desenvolvimento Orientado ao Transporte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
\n
Projetos Prontos, Mas Paralisados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n\n\n\nMensagens ao Pr\u00f3ximo Presidente da Col\u00f4mbia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Um 2026 de consolida\u00e7\u00e3o para a mobilidade<\/h2>\n\n\n\n