{"id":67063,"date":"2026-06-18T05:10:00","date_gmt":"2026-06-18T10:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=67063"},"modified":"2026-06-16T17:25:25","modified_gmt":"2026-06-16T22:25:25","slug":"andemos-centelsa-fenalco-general-motors-sistema-verde-e-sufi-unem-vozes-em-medellin-transicao-para-a-mobilidade-zero-emissoes-exige-roteiro-estavel-e-articulacao-publico-privada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/andemos-centelsa-fenalco-general-motors-sistema-verde-e-sufi-unem-vozes-em-medellin-transicao-para-a-mobilidade-zero-emissoes-exige-roteiro-estavel-e-articulacao-publico-privada\/","title":{"rendered":"Andemos, Centelsa, Fenalco, General Motors, Sistema Verde e SUFI Unem Vozes em Medell\u00edn: Transi\u00e7\u00e3o para a Mobilidade Zero Emiss\u00f5es Exige Roteiro Est\u00e1vel e Articula\u00e7\u00e3o P\u00fablico-Privada"},"content":{"rendered":"\n
No \u00e2mbito do encontro “Latam Mobility Col\u00f4mbia 2026”<\/strong>, realizado em Medell\u00edn<\/strong>, aconteceu o painel “Transi\u00e7\u00e3o para a Mobilidade Zero e Baixas Emiss\u00f5es: Desafios de Mercado, Regula\u00e7\u00e3o, Financiamento e Escalabilidade”<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n A conversa, moderada por Helmer Acevedo<\/strong> (Senior Researcher do International Council on Clean Transportation \u2013 ICCT<\/strong>), reuniu seis atores do ecossistema: Andr\u00e9s Chaves<\/strong> (presidente da Andemos<\/strong>), Camilo V\u00e9lez<\/strong> (presidente da Sufi<\/strong>), Evelio Molano Mart\u00ednez<\/strong> (Offer Manager Solar & Grid SAM da Centelsa By Nexans<\/strong>), Katherin Uribe<\/strong> (diretora de Desenvolvimento Estrat\u00e9gico da Sistema Verde<\/strong>), Mar\u00eda Jos\u00e9 Bernal<\/strong> (diretora executiva da Fenalco Antioquia<\/strong>) e Santiago \u00c1ngel<\/strong> (diretor de Governo, Comunica\u00e7\u00f5es e RSE da General Motors<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n Ao longo da sess\u00e3o, os painelistas concordaram com um diagn\u00f3stico compartilhado<\/strong>: a Col\u00f4mbia vive uma acelera\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/strong> na ado\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos de baixas e zero emiss\u00f5es, mas a transi\u00e7\u00e3o ainda enfrenta gargalos cr\u00edticos<\/strong> em infraestrutura, regula\u00e7\u00e3o, financiamento para PMEs e economia circular.<\/p>\n\n\n\n O di\u00e1logo deixou claro que n\u00e3o h\u00e1 uma receita \u00fanica<\/strong> \u2013 o futuro da mobilidade sustent\u00e1vel vai depender da capacidade de articular pol\u00edticas est\u00e1veis<\/strong>, investimentos coordenados<\/strong> e uma mudan\u00e7a cultural profunda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Voc\u00ea Tamb\u00e9m Pode se Interessar |<\/strong> Indigo, JET, Taxia Life e a Secretaria de Turismo de Medell\u00edn concordam: sem controle e sem dados n\u00e3o h\u00e1 mobilidade sustent\u00e1vel<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n O painel come\u00e7ou com um diagn\u00f3stico do estado atual do setor. Mar\u00eda Jos\u00e9 Bernal<\/strong> (Fenalco Antioquia<\/strong>) trouxe dados que definiram o tom da conversa: entre janeiro e maio de 2026<\/strong>, as vendas de ve\u00edculos el\u00e9tricos cresceram 217% na Col\u00f4mbia<\/strong> e 288% em Antioquia<\/strong> na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2025. Os h\u00edbridos, por sua vez, aumentaram 72% em n\u00edvel nacional<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n “A tend\u00eancia do consumo mudou. O comprador agora \u00e9 exigente e opta por alternativas de mobilidade muito mais sustent\u00e1veis,”<\/strong> disse ela, alertando que esse crescimento n\u00e3o foi acompanhado por uma expans\u00e3o equivalente da infraestrutura de recarga<\/strong>, o que gera uma lacuna que amea\u00e7a frear a din\u00e2mica positiva.<\/p>\n\n\n\n Santiago \u00c1ngel<\/strong> (General Motors<\/strong>) complementou a an\u00e1lise com um olhar de longo prazo. Ele lembrou que, h\u00e1 poucos anos, os ve\u00edculos el\u00e9tricos representavam menos de 1% das vendas<\/strong>, enquanto hoje alcan\u00e7am cerca de 15%<\/strong>. “Se somarmos os h\u00edbridos, cerca de 50% da frota nova \u00e9 de novas energias. Ningu\u00e9m mais na regi\u00e3o tem isso,”<\/strong> enfatizou.<\/p>\n\n\n\n \u00c1ngel<\/strong> atribuiu essa conquista a uma combina\u00e7\u00e3o de oferta crescente<\/strong>, incentivos bem calibrados<\/strong> e maior consci\u00eancia ambiental<\/strong>. No entanto, alertou que os ve\u00edculos pesados e de carga<\/strong> enfrentam desafios tecnol\u00f3gicos ainda n\u00e3o resolvidos \u2013 como autonomia e peso das baterias<\/strong> \u2013 o que torna sua eletrifica\u00e7\u00e3o mais complexa.<\/p>\n\n\n\n Andr\u00e9s Chaves<\/strong> (Andemos<\/strong>) concordou que o mercado respondeu favoravelmente, mas focou na fragilidade desse crescimento<\/strong>. “A Col\u00f4mbia \u00e9 um pa\u00eds com uma voca\u00e7\u00e3o intervencionista muito alta, mas representa apenas 0,22% do mercado automotivo mundial. N\u00e3o podemos influenciar as grandes decis\u00f5es globais, mas podemos afugentar o investimento com regulamenta\u00e7\u00f5es locais contradit\u00f3rias,”<\/strong> alertou. Para Chaves<\/strong>, a estabilidade regulat\u00f3ria<\/strong> n\u00e3o \u00e9 um detalhe menor \u2013 \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de possibilidade<\/strong> para o setor continuar sua expans\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Camilo V\u00e9lez<\/strong> (Sufi<\/strong>) trouxe a vis\u00e3o financeira. Ele revelou que, h\u00e1 tr\u00eas anos, apenas 20% dos neg\u00f3cios da Sufi<\/strong> estavam ligados \u00e0 mobilidade sustent\u00e1vel; hoje esse n\u00famero chega a 64%<\/strong>. “Financiamos mais de 3.000 unidades por m\u00eas e temos uma carteira superior a 6 trilh\u00f5es de pesos. Nossa contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o apenas taxas, mas uma proposta de valor integral,”<\/strong> explicou. Ele destacou que a financeira teve que evoluir seus modelos de cr\u00e9dito tradicionais para atender segmentos como o caminhoneiro aut\u00f4nomo<\/strong> e as PMEs<\/strong>, cujos fluxos de caixa n\u00e3o se encaixam nos padr\u00f5es banc\u00e1rios convencionais.<\/p>\n\n\n\n Um dos pontos de maior consenso<\/strong> foi a necessidade urgente de expandir e modernizar a infraestrutura de recarga. Mar\u00eda Jos\u00e9 Bernal<\/strong> apresentou n\u00fameros que mostram a magnitude da defasagem<\/strong>: em Medell\u00edn<\/strong>, h\u00e1 um eletroposto para cada 377 ve\u00edculos el\u00e9tricos<\/strong>; em Envigado<\/strong>, a propor\u00e7\u00e3o despenca para um a cada 1.968 ve\u00edculos<\/strong>. “Precisamos de um roteiro claro para fechar essa lacuna,”<\/strong> destacou. Ela tamb\u00e9m mencionou o desafio da recarga residencial<\/strong>, especialmente em edif\u00edcios antigos que n\u00e3o foram projetados para suportar a demanda adicional.<\/p>\n\n\n\n Evelio Molano<\/strong> (Centelsa By Nexans<\/strong>) transferiu o debate para a rede de distribui\u00e7\u00e3o el\u00e9trica<\/strong>, que chamou de “as art\u00e9rias da eletromobilidade”<\/strong>. Ele apontou que grande parte da infraestrutura atual data das d\u00e9cadas de 1950, 1960 e 1970<\/strong>, o que limita severamente a capacidade de transmiss\u00e3o. “Existe tecnologia de condutores que permite dobrar a capacidade de corrente com a mesma infraestrutura. O cabo existe, \u00e9 certificado pelo RETIE. O desafio n\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnico \u2013 \u00e9 de atualiza\u00e7\u00e3o e de vontade pol\u00edtica,”<\/strong> enfatizou.<\/p>\n\n\n\n Molano<\/strong> tamb\u00e9m destacou a necessidade de capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica<\/strong> para eletricistas, engenheiros e comunidades, bem como a simplifica\u00e7\u00e3o dos tr\u00e2mites de conex\u00e3o. “A venda de ve\u00edculos n\u00e3o ser\u00e1 mais uma discuss\u00e3o entre concession\u00e1rias, mas entre quem tiver a melhor rede de distribui\u00e7\u00e3o,”<\/strong> sentenciou.<\/p>\n\n\n\n Santiago \u00c1ngel<\/strong> concordou que o c\u00edrculo virtuoso da eletromobilidade<\/strong> s\u00f3 se completar\u00e1 quando os usu\u00e1rios puderem viajar sem medo para qualquer lugar do pa\u00eds e encontrarem esta\u00e7\u00f5es de recarga confi\u00e1veis<\/strong>. “H\u00e1 anos, os provedores de infraestrutura diziam que n\u00e3o instalavam recarga porque n\u00e3o havia demanda suficiente. Hoje a demanda existe. Agora cabe a todos n\u00f3s apoiar o crescimento das esta\u00e7\u00f5es,”<\/strong> afirmou. Ele alertou, no entanto, que sem uma rede robusta<\/strong> e incentivos est\u00e1veis<\/strong>, a confian\u00e7a do consumidor pode se fragilizar.<\/p>\n\n\n\n Por sua vez, o moderador Helmer Acevedo<\/strong> introduziu um tema adicional: o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o<\/strong>, cuja probabilidade de ocorr\u00eancia ultrapassa 90% no segundo semestre do ano<\/strong>, com alta possibilidade de ser severo. Molano<\/strong> respondeu que as energias renov\u00e1veis s\u00e3o seguras, mas exigem armazenamento<\/strong>, e citou o exemplo do Chile<\/strong>, onde os sistemas BESS (baterias de armazenamento energ\u00e9tico)<\/strong> est\u00e3o se massificando junto com parques solares e e\u00f3licos.<\/p>\n\n\n\n “A Col\u00f4mbia deveria come\u00e7ar a massificar essa tecnologia para n\u00e3o depender tanto dos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos,”<\/strong> prop\u00f4s, e insistiu na necessidade de atualizar o RETIE<\/strong> para facilitar o acesso a essas solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n O segundo grande bloco do painel girou em torno da pol\u00edtica p\u00fablica<\/strong> e seu impacto na confian\u00e7a do investidor<\/strong>. Andr\u00e9s Chaves<\/strong> foi contundente ao se referir \u00e0 recente imposi\u00e7\u00e3o de uma tarifa de 25%<\/strong> sobre ve\u00edculos de zero e baixas emiss\u00f5es, medida que classificou como “um est\u00edmulo perverso”<\/strong>. “N\u00e3o podemos estar regulando carros. Estamos regulando necessidades das pessoas: o abastecimento das cidades, a competitividade do pa\u00eds e a mobilidade urbana. Se colocarmos o fardo no cidad\u00e3o, isso nunca funcionar\u00e1,”<\/strong> afirmou.<\/p>\n\n\n\n Al\u00e9m disso, ele lembrou que a idade m\u00e9dia da frota automotiva colombiana<\/strong> ultrapassa 19 anos em ve\u00edculos particulares<\/strong> e chega a 21 anos em carga pesada<\/strong>, o que evidencia a urg\u00eancia de pol\u00edticas de reposi\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 e n\u00e3o de penaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Santiago \u00c1ngel<\/strong> apoiou essa vis\u00e3o e acrescentou que os incentivos devem ser mantidos ao longo do tempo<\/strong>. “Toda vez que h\u00e1 mudan\u00e7a de governo, vem a discuss\u00e3o sobre o que deve ser mantido e o que n\u00e3o. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que, tomara, o que existe seja mantido,”<\/strong> pediu. Ele apontou que os ve\u00edculos pesados e de carga enfrentam desafios tecnol\u00f3gicos adicionais (autonomia, peso das baterias, viabilidade econ\u00f4mica); portanto, encarecer ainda mais esses produtos \u00e9 contraproducente<\/strong>. “Essa pol\u00edtica faz com que esse mercado n\u00e3o consiga decolar na mesma velocidade e intensidade que os leves,”<\/strong> concluiu.<\/p>\n\n\n\n Mar\u00eda Jos\u00e9 Bernal<\/strong> acrescentou a voz do empresariado. “Os empres\u00e1rios exigem uma regulamenta\u00e7\u00e3o simples, clara e est\u00e1vel. Chega de mudan\u00e7as a cada quatro anos. Precisamos de confian\u00e7a para tomar decis\u00f5es estruturais,”<\/strong> afirmou. Ela destacou que o rod\u00edzio de ve\u00edculos<\/strong>, os benef\u00edcios tarif\u00e1rios e tribut\u00e1rios<\/strong> pesam enormemente na decis\u00e3o de compra, e pediu que essas ferramentas sejam mantidas a m\u00e9dio e longo prazo. Tamb\u00e9m mencionou que a infraestrutura vi\u00e1ria<\/strong> \u00e9 outro componente esquecido: o crescimento da frota automotiva n\u00e3o foi acompanhado por investimentos equivalentes em estradas e conex\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n Camilo V\u00e9lez<\/strong> concordou que a estabilidade regulat\u00f3ria \u00e9 fundamental<\/strong> para que o setor financeiro possa oferecer produtos de longo prazo. “N\u00e3o pode haver um vai e vem. A confian\u00e7a se constr\u00f3i com regras claras que perduram,”<\/strong> defendeu.<\/p>\n\n\n\n Camilo V\u00e9lez<\/strong> aprofundou um tema pouco visibilizado, mas importante: o financiamento para pequenos transportadores e PMEs<\/strong>. “O grande desafio n\u00e3o s\u00e3o as grandes empresas com leasing, mas a PME e o caminhoneiro aut\u00f4nomo. Temos que sair dos estudos de cr\u00e9dito tradicionais e entender sua realidade: seus contratos, seu fluxo de caixa, sua opera\u00e7\u00e3o,”<\/strong> explicou.<\/p>\n\n\n\n Ele revelou que a Sufi<\/strong> desenvolveu modelos de cr\u00e9dito flex\u00edveis<\/strong> por meio de sua divis\u00e3o Consumer Finance, que se afastam da banca tradicional para atender esse segmento. “\u00c9 preciso acreditar e apostar nesse modelo de neg\u00f3cio,”<\/strong> afirmou.<\/p>\n\n\n\n Como marcos necess\u00e1rios para massificar o financiamento sustent\u00e1vel, V\u00e9lez<\/strong> mencionou tr\u00eas elementos: estabilidade regulat\u00f3ria<\/strong>, percep\u00e7\u00e3o clara de ganhos<\/strong> para os neg\u00f3cios e gera\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a<\/strong> no ecossistema de mobilidade sustent\u00e1vel. “Se resolvermos isso, tenho certeza de que seremos muito mais contundentes no desenvolvimento, tanto no caminhoneiro aut\u00f4nomo quanto em qualquer setor da mobilidade,”<\/strong> concluiu.<\/p>\n\n\n\n Andr\u00e9s Chaves<\/strong> apoiou essa abordagem ao apontar que, sem pol\u00edticas de reposi\u00e7\u00e3o da frota<\/strong> e linhas de financiamento acess\u00edveis<\/strong>, a transi\u00e7\u00e3o se tornar\u00e1 mais lenta e desigual. “N\u00e3o se trata de vender mais carros novos, mas de substituir ve\u00edculos velhos e poluentes por outros mais seguros e limpos. Isso exige recursos p\u00fablicos e privados trabalhando juntos,”<\/strong> afirmou.<\/p>\n\n\n\n Katherin Uribe<\/strong> (Sistema Verde<\/strong>) introduziu um aspecto que adiciona outra dimens\u00e3o: o que acontece com os res\u00edduos gerados pela transi\u00e7\u00e3o<\/strong>. “N\u00e3o entendemos a mobilidade sustent\u00e1vel se n\u00e3o olharmos tamb\u00e9m para o fechamento do ciclo. H\u00e1 10 anos trabalhamos na gest\u00e3o circular de pneus usados, baterias chumbo-\u00e1cido e embalagens do setor automotivo,”<\/strong> explicou.<\/p>\n\n\n\n Uribe<\/strong> fez um alerta de longo prazo<\/strong>: num prazo de 8 a 15 anos<\/strong>, a Col\u00f4mbia enfrentar\u00e1 uma avalanche de baterias de \u00edon-l\u00edtio em desuso<\/strong>. “O crescimento acelerado da mobilidade el\u00e9trica \u00e9 maravilhoso, mas precisamos de infraestrutura, pesquisa e tecnologia para dar uma solu\u00e7\u00e3o ambiental. E hoje n\u00e3o contamos com uma pol\u00edtica clara nem com incentivos para isso,”<\/strong> apontou.<\/p>\n\n\n\n Ela prop\u00f4s tr\u00eas sinais-chave<\/strong> para o pr\u00f3ximo governo: estabilidade regulat\u00f3ria<\/strong>, manuten\u00e7\u00e3o dos incentivos<\/strong> e regras do jogo para 15 ou 20 anos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Tamb\u00e9m reivindicou um maior acompanhamento da responsabilidade estendida do produtor<\/strong>, para evitar que as empresas que cumprem as normas ambientais concorram em desigualdade com aquelas que n\u00e3o o fazem. “H\u00e1 muitas empresas que investem recursos importantes para fechar o ciclo de seus res\u00edduos, mas outras ficam de fora. Isso \u00e9 concorr\u00eancia desleal,”<\/strong> denunciou.<\/p>\n\n\n\n Helmer Acevedo<\/strong> valorizou a interven\u00e7\u00e3o de Uribe<\/strong> como um chamado para n\u00e3o ficar apenas na euforia das vendas<\/strong>, mas para planejar o fim da vida \u00fatil dos componentes<\/strong> desde agora.<\/p>\n\n\n\n No encerramento do painel, o moderador pediu a cada participante uma mensagem direta para o pr\u00f3ximo presidente da Col\u00f4mbia<\/strong>. As respostas refletiram um diagn\u00f3stico compartilhado, mas com \u00eanfases diversas:<\/p>\n\n\n\n Andr\u00e9s Chaves<\/strong> (Andemos<\/strong>): “A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no setor automotivo \u00e9 um fen\u00f4meno das pessoas. \u00c9 preciso regular o estritamente necess\u00e1rio e facilitar que as pessoas continuem se apropriando dela. Sem estabilidade regulat\u00f3ria, sem pol\u00edtica de reposi\u00e7\u00e3o da frota automotiva, estaremos condenados a ter frotas velhas e poluentes por muitos anos mais.”<\/p>\n\n\n\n Camilo V\u00e9lez<\/strong> (Sufi<\/strong>): “A mobilidade \u00e9 uma necessidade b\u00e1sica para as pessoas e empresas. Deve ser uma ind\u00fastria de muita aten\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e estabilidade. Precisamos que o novo governo entenda que financiar a mobilidade sustent\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 um ato de caridade \u2013 \u00e9 uma aposta na efici\u00eancia e competitividade do pa\u00eds.”<\/p>\n\n\n\n Evelio Molano<\/strong> (Centelsa By Nexans<\/strong>): “Precisamos do apoio \u00e0 ind\u00fastria manufatureira colombiana. H\u00e1 empresas que cumprem todas as normas e exportam. Que o novo governo entenda que a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica tamb\u00e9m se faz com ind\u00fastria nacional. Nem tudo pode ser importado. A rede el\u00e9trica \u00e9 constru\u00edda por todos n\u00f3s.”<\/p>\n\n\n\n Katherin Uribe<\/strong> (Sistema Verde<\/strong>): “Fortalecimento \u00e0s empresas. S\u00e3o elas que geram o impacto econ\u00f4mico, a pesquisa e o desenvolvimento. Que o presidente as tenha muito em conta na sua agenda. E que n\u00e3o se esque\u00e7a de que a sustentabilidade n\u00e3o termina quando o ve\u00edculo sai da concession\u00e1ria \u2013 termina quando seus res\u00edduos tamb\u00e9m t\u00eam um destino ambientalmente seguro.”<\/p>\n\n\n\n Mar\u00eda Jos\u00e9 Bernal<\/strong> (Fenalco Antioquia<\/strong>): “Sem seguran\u00e7a n\u00e3o h\u00e1 confian\u00e7a para o investimento. Este setor requer investimento estrat\u00e9gico e rela\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio exterior. Menos impostos e menos regulamenta\u00e7\u00f5es: o empres\u00e1rio dedica mais de 5.000 horas por ano para atender \u00e0s regulamenta\u00e7\u00f5es do Estado. A al\u00edquota efetiva de tributa\u00e7\u00e3o ultrapassa 70%. Para cada 100 pesos que uma empresa ganha, 70 v\u00e3o para o Estado. O pr\u00f3ximo governo ter\u00e1 que ter uma habilidade \u00fanica para cortar gastos p\u00fablicos, diminuir impostos e renegociar a d\u00edvida. Tudo isso s\u00e3o sinais para o investimento.”<\/p>\n\n\n\n Santiago \u00c1ngel<\/strong> (General Motors<\/strong>) n\u00e3o esteve presente no encerramento por compromissos de agenda, mas durante o painel deixou uma mensagem clara: “A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que, tomara, o que existe (em mat\u00e9ria de incentivos) seja mantido. A Col\u00f4mbia vem fazendo o dever de casa direito. N\u00e3o desmontemos o que custou construir.”<\/strong><\/p>\n\n\n\n O painel “Transi\u00e7\u00e3o para a Mobilidade Zero e Baixas Emiss\u00f5es”<\/strong> deixou v\u00e1rias certezas.<\/p>\n\n\n\n Primeira<\/strong>: o mercado colombiano j\u00e1 mudou. Os consumidores est\u00e3o escolhendo massivamente tecnologias limpas<\/strong>, e os n\u00fameros de crescimento (217% em el\u00e9tricos, 72% em h\u00edbridos) provam isso.<\/p>\n\n\n\n Segunda<\/strong>: a infraestrutura n\u00e3o est\u00e1 acompanhando o mesmo ritmo<\/strong> \u2013 h\u00e1 d\u00e9ficits cr\u00edticos em eletropostos, redes de distribui\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e recarga residencial.<\/p>\n\n\n\n Terceira<\/strong>: a regula\u00e7\u00e3o se tornou um fator de incerteza<\/strong> em vez de um facilitador, com medidas como a tarifa de 25%<\/strong> gerando alarme no setor.<\/p>\n\n\n\n Quarta<\/strong>: o financiamento para PMEs e caminhoneiros aut\u00f4nomos<\/strong> exige modelos inovadores que saiam dos padr\u00f5es banc\u00e1rios tradicionais.<\/p>\n\n\n\n Quinta<\/strong>: a economia circular<\/strong> n\u00e3o pode continuar sendo o elo esquecido \u2013 as baterias de l\u00edtio, os pneus e as embalagens precisam, desde j\u00e1, de um roteiro de gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Sexta<\/strong> \u2013 e talvez a mais transversal \u2013: sem confian\u00e7a, sem estabilidade e sem articula\u00e7\u00e3o p\u00fablico-privada, a transi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mais lenta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Como resumiu Helmer Acevedo<\/strong> no encerramento: “Estabilidade regulat\u00f3ria, condi\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am o investimento, vis\u00e3o de longo prazo, fortalecimento da rede el\u00e9trica, regula\u00e7\u00e3o clara na economia circular e prote\u00e7\u00e3o parcial da ind\u00fastria nacional nos setores onde somos potencialmente bem-sucedidos. Essa \u00e9 a receita que este painel nos deixa.”<\/strong><\/p>\n\n\n\n A Gira Latam Mobility 2026<\/strong> continuar\u00e1 em Santiago, no Chile, no dia 25 de agosto<\/a><\/strong>, reunindo especialistas e atores estrat\u00e9gicos para fortalecer cada vez mais o ecossistema de mobilidade sustent\u00e1vel na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\nCrescimento Explosivo do Mercado: N\u00fameros que Transformam o Panorama<\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n\n\n\nInfraestrutura de Recarga e Rede El\u00e9trica: Os Desafios T\u00e9cnicos do Presente<\/h2>\n\n\n\n
Regula\u00e7\u00e3o e Incentivos: A Instabilidade Como Freio<\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n\n\n\nFinanciamento Inclusivo: O Caminhoneiro Aut\u00f4nomo e as PMEs<\/h2>\n\n\n\n
Economia Circular: O Elo Invis\u00edvel, Mas Vital<\/h2>\n\n\n\n
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<\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\nOlhares de Futuro: Mensagens ao Pr\u00f3ximo Governo<\/h2>\n\n\n\n
Uma Transi\u00e7\u00e3o com Regras Claras e Trabalho Articulado<\/h2>\n\n\n\n
2026: um ano de consolida\u00e7\u00e3o para a mobilidade<\/h2>\n\n\n\n