{"id":67938,"date":"2026-07-14T05:00:00","date_gmt":"2026-07-14T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latamobility.com\/?p=67938"},"modified":"2026-07-06T10:23:45","modified_gmt":"2026-07-06T15:23:45","slug":"c40-cities-brasil-colombia-mexico-e-india-impulsionarao-359-mil-carregadores-de-veiculos-eletricos-ate-2035","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamobility.com\/pt-br\/c40-cities-brasil-colombia-mexico-e-india-impulsionarao-359-mil-carregadores-de-veiculos-eletricos-ate-2035\/","title":{"rendered":"C40 Cities: Brasil, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e \u00cdndia impulsionar\u00e3o 359 mil carregadores de ve\u00edculos el\u00e9tricos at\u00e9 2035"},"content":{"rendered":"\n
A transi\u00e7\u00e3o rumo \u00e0 mobilidade el\u00e9trica nos mercados emergentes est\u00e1 ganhando for\u00e7a sem precedentes, mas ainda esbarra num gargalo estrutural: a falta de infraestrutura de recarga suficiente e bem distribu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n
Para suprir essa lacuna, um relat\u00f3rio publicado pela C40 Cities<\/strong> e pela International Finance Corporation (IFC)<\/strong> \u2013 bra\u00e7o do Grupo Banco Mundial \u2013 analisou as necessidades de investimento, os marcos regulat\u00f3rios e as estrat\u00e9gias de implanta\u00e7\u00e3o em quatro dos mercados com maior potencial de crescimento para ve\u00edculos el\u00e9tricos: Brasil, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e \u00cdndia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n O estudo, feito em parceria com The Climate Pledge<\/strong> (por meio do programa Laneshift<\/strong>) e com a Secretaria de Estado de Assuntos Econ\u00f4micos da Su\u00ed\u00e7a (SECO<\/strong>), conclui que o desenvolvimento das redes de recarga ser\u00e1 pe\u00e7a-chave para sustentar o crescimento da mobilidade el\u00e9trica e atrair investimento privado nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n O relat\u00f3rio projeta que, at\u00e9 2035, esses quatro pa\u00edses v\u00e3o precisar instalar aproximadamente 359 mil pontos de recarga p\u00fablicos<\/strong> \u2013 o que exigir\u00e1 investimentos acumulados superiores a US$ 3,8 bilh\u00f5es<\/strong>. Esse n\u00famero escancara a magnitude do desafio e da oportunidade que a eletrifica\u00e7\u00e3o do transporte representa em regi\u00f5es onde a ado\u00e7\u00e3o de carros el\u00e9tricos disparou em ritmo acelerado.<\/p>\n\n\n\n Voc\u00ea tamb\u00e9m pode se interessar:<\/strong> Brasil ultrapassa 25 mil pontos de recarga para ve\u00edculos el\u00e9tricos e mostra crescimento de 21% em apenas tr\u00eas meses<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n Os dados do relat\u00f3rio escancaram uma transforma\u00e7\u00e3o radical no mercado automotivo desses pa\u00edses. As vendas de ve\u00edculos el\u00e9tricos no Brasil, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e \u00cdndia saltaram de aproximadamente 40 mil unidades em 2021 para 1,08 milh\u00e3o em 2025<\/strong> \u2013 o que representa uma taxa de crescimento anual pr\u00f3xima de 130%<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Esse salto quantitativo reflete uma mudan\u00e7a de paradigma na mobilidade dessas na\u00e7\u00f5es, impulsionada pela maior oferta de modelos, por pol\u00edticas p\u00fablicas favor\u00e1veis e pela queda progressiva dos custos tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n Em 2025, a penetra\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos el\u00e9tricos nas vendas de zero quil\u00f4metro j\u00e1 era expressiva: 6,5% no Brasil, 5,9% na Col\u00f4mbia, 6,2% no M\u00e9xico e 3,7% na \u00cdndia<\/strong>. Contudo, o relat\u00f3rio alerta que a falta de infraestrutura de recarga ainda \u00e9 um dos principais entraves para uma ado\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida nesses mercados emergentes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n Essa realidade contrasta com a evolu\u00e7\u00e3o global do setor. Segundo dados da Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA)<\/strong> citados no estudo, o n\u00famero de pontos de recarga p\u00fablicos no mundo ultrapassou 5 milh\u00f5es de unidades<\/strong> \u2013 depois de mais que dobrar desde 2022. S\u00f3 em 2024, foram adicionados cerca de 1,3 milh\u00e3o de novos carregadores<\/strong> p\u00fablicos, o que evidencia o ritmo alucinante do investimento global em infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n Para atender \u00e0 demanda crescente e sustentar o ritmo de ado\u00e7\u00e3o dos el\u00e9tricos, o relat\u00f3rio estima que ser\u00e1 preciso investir aproximadamente US$ 3,8 bilh\u00f5es<\/strong> em infraestrutura de recarga p\u00fablica nos quatro pa\u00edses durante a pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n A distribui\u00e7\u00e3o prevista dos investimentos reflete o tamanho de cada mercado e sua respectiva trajet\u00f3ria de crescimento. A \u00cdndia concentrar\u00e1 a maior fatia, com US$ 1,9 bilh\u00e3o<\/strong>, seguida pelo Brasil (US$ 980 milh\u00f5es)<\/strong>, M\u00e9xico (US$ 760 milh\u00f5es)<\/strong> e Col\u00f4mbia (US$ 184 milh\u00f5es)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Em termos de infraestrutura, o estudo projeta que o total de carregadores p\u00fablicos chegue a cerca de 359 mil unidades em 2035<\/strong>. A \u00cdndia ficaria com 214 mil pontos<\/strong>; o Brasil, com 86 mil<\/strong>; o M\u00e9xico, com 40 mil<\/strong>; e a Col\u00f4mbia, com 19 mil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n Hoje, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante desigual. A \u00cdndia tem cerca de 30 mil pontos<\/strong> de recarga p\u00fablicos; o Brasil, 17 mil<\/strong>; o M\u00e9xico, 4 mil<\/strong>; e a Col\u00f4mbia, aproximadamente 700<\/strong>. O relat\u00f3rio ressalva, por\u00e9m, que grande parte dessa infraestrutura est\u00e1 concentrada nas grandes metr\u00f3poles, o que restringe o acesso em outras regi\u00f5es e imp\u00f5e um desafio de equidade territorial que precisar\u00e1 ser enfrentado nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n O relat\u00f3rio destaca um aspecto fundamental:<\/strong> embora os governos nacionais normalmente detenham o controle sobre os mercados el\u00e9tricos, as tarifas e os padr\u00f5es t\u00e9cnicos, as cidades podem ter um papel decisivo para acelerar a implanta\u00e7\u00e3o da infraestrutura de recarga. Essa capacidade de atua\u00e7\u00e3o local vira uma alavanca estrat\u00e9gica<\/strong> para desatar os n\u00f3s administrativos e territoriais.<\/p>\n\n\n\n Entre as medidas apontadas est\u00e3o o uso de solo p\u00fablico para instalar esta\u00e7\u00f5es, a eletrifica\u00e7\u00e3o de frotas municipais e de sistemas de transporte coletivo, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de estruturas de governan\u00e7a que facilitem o planejamento, as licen\u00e7as e a coordena\u00e7\u00e3o entre prefeituras e empresas. Essas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 agilizam a implanta\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m mandam sinais claros ao mercado sobre o compromisso das cidades com a mobilidade sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n O relat\u00f3rio traz v\u00e1rios exemplos de iniciativas locais j\u00e1 em andamento que mostram o potencial da a\u00e7\u00e3o municipal:<\/p>\n\n\n\n O relat\u00f3rio n\u00e3o se limita a diagnosticar o cen\u00e1rio: ele entrega um pacote de recomenda\u00e7\u00f5es concretas para que os governos locais acelerem a expans\u00e3o da infraestrutura de recarga. <\/p>\n\n\n\n Entre as principais sugest\u00f5es est\u00e3o integrar a recarga ao planejamento urbano, usar ativos municipais de forma estrat\u00e9gica para localizar esta\u00e7\u00f5es, desenvolver modelos de colabora\u00e7\u00e3o p\u00fablico-privada que dividam riscos e benef\u00edcios, al\u00e9m de refor\u00e7ar a coordena\u00e7\u00e3o com concession\u00e1rias de energia e esferas nacionais para alinhar incentivos e evitar sobreposi\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n O estudo tamb\u00e9m sublinha a import\u00e2ncia de simplificar os processos administrativos para encurtar os prazos de licenciamento, estimular a interoperabilidade entre as redes de recarga (garantindo uma experi\u00eancia fluida ao usu\u00e1rio) e assegurar uma expans\u00e3o geograficamente equilibrada, que n\u00e3o concentre os carregadores em poucos centros urbanos. <\/p>\n\n\n\n Para isso, ele toma como refer\u00eancia experi\u00eancias de mercados mais maduros, como Reino Unido e Pa\u00edses Baixos<\/strong>, onde o financiamento p\u00fablico inicial e os modelos de coordena\u00e7\u00e3o municipal ajudaram a acelerar o setor e a criar um ambiente f\u00e9rtil para o capital privado.<\/p>\n\n\n\n O relat\u00f3rio da C40 Cities<\/strong> e da IFC<\/strong> entrega um roteiro claro<\/strong> para que Brasil, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e \u00cdndia transformem o desafio da infraestrutura de recarga numa verdadeira oportunidade de desenvolvimento econ\u00f4mico e sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n O investimento estimado de US$ 3,8 bilh\u00f5es at\u00e9 2035<\/strong> n\u00e3o s\u00f3 viabilizar\u00e1 a instala\u00e7\u00e3o dos 359 mil carregadores<\/strong> necess\u00e1rios, como tamb\u00e9m vai gerar empregos, fomentar a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e reduzir as emiss\u00f5es do setor de transportes \u2013 um dos que mais pesam no aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n A chave do sucesso estar\u00e1 na capacidade dos governos nacionais e locais de atuarem de forma integrada, atra\u00edrem investimento privado e desenharem pol\u00edticas que facilitem a expans\u00e3o sem criar novas barreiras. As cidades t\u00eam um papel de protagonista nessa hist\u00f3ria.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n A sua capacidade de inovar, colaborar e executar projetos concretos ser\u00e1 determinante para que a mobilidade el\u00e9trica deixe de ser promessa e vire realidade acess\u00edvel para milh\u00f5es de pessoas nesses quatro pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n Em s\u00edntese, o relat\u00f3rio deixa claro que a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no transporte n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de tecnologia, mas de vontade pol\u00edtica, planejamento urbano e colabora\u00e7\u00e3o entre setores. Os pr\u00f3ximos anos ser\u00e3o decisivos<\/strong> para consolidar os avan\u00e7os j\u00e1 conquistados e para que Brasil, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e \u00cdndia se firmem como l\u00edderes em mobilidade sustent\u00e1vel em suas respectivas regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n O Tour Latam Mobility 2026<\/strong> chegar\u00e1 a Santiago, no Chile, no dia 25 de agosto<\/a><\/strong>, reunindo especialistas e atores estrat\u00e9gicos para continuar fortalecendo o ecossistema de mobilidade sustent\u00e1vel na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\nCrescimento acelerado da mobilidade el\u00e9trica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n\n\n\nUS$ 3,8 bilh\u00f5es em investimentos at\u00e9 2035<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
<\/figure>\n\n\n\nO papel das cidades na expans\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
\n
<\/figure>\n\n\n\nRecomenda\u00e7\u00f5es para acelerar a implanta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Uma oportunidade para o investimento e o desenvolvimento sustent\u00e1vel<\/strong><\/h2>\n\n\n\n
Um 2026 de consolida\u00e7\u00e3o para a mobilidade<\/h2>\n\n\n\n